Os leitores perguntam, a psicóloga Sara Ferreira responde. É assim todas as semanas. Saúde, amor, sexo, carreira, filhos — seja qual for o tema, a nossa especialista sabe como ajudar. Para enviar as suas perguntas, procure-nos nos Stories do Instagram da MAGG.

Caro leitor,

O otimismo é a força que leva à realização.

É impossível conseguirmos algo de melhor para nós ou para as nossas vidas sem depositarmos esperança, dentro de nós, de que tal será possível.

Assim, nada pode ser feito ou alcançado sem essa boa dose de esperança e confiança. Agora, poderá perguntar (legitimamente) o leitor: “Como poderei segurar firme esse sentimento de esperança quando me sinto sobrecarregado e mandado para baixo?”

"Não expressar emoções é o pior que podemos fazer a nós próprios". Psicóloga explica como lidar com o que estamos a sentir
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E agora faço-lhe eu uma nova pergunta: quais são as bases da sua felicidade pessoal? O clima? A crise? A bezerra? Os outros? Nada? Ninguém?...

Mais outra pergunta: tem esperança no futuro? Se sim, excelente. Continue porque está no bom caminho (aliás, esse é meio caminho). Se não… bom, não quero “incomodá-lo”, pelo que me ficaria por aqui (ou melhor, fica-se o leitor por aí). Nada disso! Venha daí, e continuemos juntos por aqui.

Em primeiro lugar, a primeira coisa que tem que aprender a gerir são as suas próprias emoções.

A desesperança é “lixada” de gerir. Consome-nos por dentro e corrói-nos por fora. Esgota todo o nosso stock de químicos vitais do cérebro e leva-nos a energia desta para pior. E é tão caprichosa, egoísta e auto-centrada que não nos deixa prestar atenção ou considerar nada mais para além dela mesma (sobretudo, tudo o que há de bom à nossa volta).

Afinal de contas, porquê tentar se ela — a desesperança — me “obriga” a desistir (muitas vezes sem tentar…)?

Por outro lado, importaria perceber melhor ao que está associado esse seu sentimento de desesperança. Uma coisa é estar triste, outra coisa, por hipótese, seria estar deprimido, pelo que lhe recomendo que se dê a devida atenção e que busque apoio adequado para o poder identificar. Neste artigo, falo da diferença entre uma e outra condições e dou pistas sobre como conseguir distingui-las.

A depressão não é o mesmo que ficar triste ou angustiado algumas semanas, porque se zangou com um amigo, ou ficar chateado consigo mesmo porque alguém teve a promoção que você deixou fugir, por exemplo. A apresentação clínica da depressão é muito variada, e caracteriza-se por um conjunto de sintomas que interferem com a capacidade de trabalhar, estudar, comer, dormir, ter esperança, otimismo, divertir-se e de viver, em geral!

A vida traz-nos desafios mentais, emocionais e físicos que nos derrubam, que nos fazem sentir desesperados, deprimidos e angustiados. Nesse ponto, só resta uma saída, porque abaixo já não há mais nada. No meu vídeo, vai descobrir qual é a saída que lhe permitirá sair desse fundo do “poço” até o conseguir transpor para alcançar o fundo do seu “eu” posso.

Encontrar esperança mesmo quando parece que não há nada a fazer pode ser complicado, mas não é impossível. Aliás, quem disse que era fácil?

Sabe o que é que, por estes dias, é muito mais fácil? Queixar, lamuriar, deprimir, criticar… para além de nos permitir continuar a alimentar a ilusão de que somos vítimas-das-circunstâncias ou coitadinhos-que-não-temos-qualquer-poder-pessoal, fornece-nos uma boa desculpa para continuarmos quietinhos e não sairmos do nosso lugar… e isso, no fundo, até dá menos trabalho, não dá?

Essa zona-chata-de-conforto da qual gostaria de sair, mas que ao mesmo tempo lhe dá medo de avançar é o que tem criado uma história repetitiva, cujos desenvolvimentos vão ficando debaixo do tapete, é também o que tem tornado a sua vida numa amena aflição e o leitor nem sabe muito bem porquê. Neste artigo desvendo-lhe que “confortos mórbidos” são esses que a zona de (des)conforto nos parece dar e como ultrapassá-la para adentrar, finalmente, nos territórios da superação e da transformação pessoal.

O mínimo que pode fazer por si nesta vida é saber (ou descobrir) o que realmente deseja. E o máximo que pode fazer é ir ao encontro disso. Viver a sua vida, sem ficar a vê-la apenas a passar… como quem fica a ver navios. Mas para tal você precisa amar-se a si mesmo… (será que de facto ama?)… respeitar-se a si mesmo (será que acha dignas de respeito as suas vontades, escolhas ou prazeres pessoais?)… e a partir daqui podemos começar a ter alguma noção do que é que verdadeiramente significam as palavras “auto-estima”, “amor-próprio” ou pura e simplesmente “amor” (tantas vezes usadas em vão que muitas vezes soam a palavras gastas, infelizmente)…

Independentemente do que quer que possamos ter confundido com amor, amar-se, respeitar-se e valer-se a si mesmo é que são as bases reais do amor (só quando o sentir por si estará enfim pronto para, lá está, verdadeiramente o sentir pelo “outro” ou pelos outros).

"Odeio o meu trabalho mas falta-me coragem para mudar. O que faço?"
"Odeio o meu trabalho mas falta-me coragem para mudar. O que faço?"
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Neste outro artigo que escrevi aqui escrevo-lhe como essa dinâmica acontece e o que podemos fazer quando, por algum motivo, não gostamos da nossa própria companhia.

Todos nós temos desafios na vida, e todos nós temos momentos em que não parece haver uma saída. E quando estamos aí, o que é que nos resta fazer?

Simplesmente uma coisa: ter coragem, ter esperança e persistência para atravessar o deserto (o nosso próprio deserto, primeiro…) para chegar ao nosso oásis.

A propósito, deixe-me demonstrar-lhe aqui, com base em informação científica de ponta, atual e precisa, que a vida, literalmente, é feita de altos e baixos.

“Como encontrar esperança quando tudo me parece cair em cima?”

Altas e baixas frequências cardíacas e de vibrações! Cada um que escolha a sua… Todo o nosso coração, a par com o nosso cérebro, produzem ondas, bioquímicas e eletromagnetismos que influenciam o nosso estado interior, assim como o estado exterior (e o próprio Estado a que chegámos, porque não?!), mas não nos alonguemos mais sobre o assunto.

A maior parte das vezes, o que acaba com a esperança é a sensação de falta de controlo, de recursos ou de aptidão. O que destrói a esperança é a sensação de que não contamos com recursos para conseguir o que pretendemos, ou impedir o que tanto tememos.

“Cheguei aos 30 anos e não estou a saber lidar com a vida adulta"
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Importante aqui também seria a elaboração do ato de pensar de uma forma que não prejudique o elo da nossa história de vida. Ou seja, questionar-se – perante qualquer que seja a sua angústia ou o que quer que lhe esteja a “cair em cima” – o seguinte: “será que o mundo vai acabar se eu não conseguir “x”? Será somente a meta “y” aquilo que me define?

Para voltar a conectar-se com a esperança, é importante que o leitor procure não seguir o caminho da auto-destruição (neste artigo) descrevi os principais mecanismos e objetivos por detrás dos comportamentos auto-lesivos, e como travá-los) e tentar evitar as distorções nas avaliações que fazemos.

Assim, para voltar a ter esperança (e saúde emocional!) aprenda a:

- Priorizar o que para si é realmente importante.

Dessa maneira, aquilo a que não der muita importância poderá não condicionar tanto o seu estado emocional.

Elabore, se necessário com ajuda profissional, uma boa escada de prioridades que o ajude a aceitar as contrariedades de forma mais saudável. Assim, é provável que o erro ou a impossibilidade não gerem tanta frustração se fizermos um exercício de realidade e não distorcermos a importância do que, num determinado momento, parece não estar ao nosso alcance.

Há um erro extremamente incapacitante que a maioria das pessoas comete (aposto quase 100% que você também) nas suas vidas. Faça um grande favor a si mesmo e descubra que erro é esse tão fundamental que o impede de progredir. Mas mais do que isso. Neste meu vídeo, disponível em baixo, saiba como reverter esse erro a seu favor através de 4 estratégias mentais essenciais que eu irei revelar-lhe para conseguir libertar-se da dor que este erro lhe causa. Superar este erro é fundamental para conseguir, de facto, seguir o caminho que deseja para si, ser bem-sucedido (pessoal, profissionalmente ou nas relações afetivas) e realizar sonhos. Neste vídeo irei mostrar-lhe, inclusive, como realizar esta transformação.

— Cercar-se de optimismo.

And bring on the positivity, baby! ;) É importante alimentar emoções (e relações) positivas para evitar a desesperança. Pode estar frio, chover ou até nevar, mas o contexto de um estado emocional positivo, a base da esperança, será muito mais resistente a inundações, falhas, impossibilidades ou fracassos.

— Resgatar a sua noção de controlo.

A sensação de não ter nada sob controlo é que se traduz em inquietação. Nestes momentos, é importante lembrar que, na verdade, continuamos a possuir o controlo de boa parte do que acontece connosco.

A principal qualidade de uma pessoa é o seu equilíbrio emocional. Este é o fator que mais influenciará nas suas oportunidades de sucesso ou fracasso, seja em que área da vida for.

O quanto de poder sobre as suas emoções o leitor tem dado a fatores externos, sejam pessoas ou acontecimentos fortuitos?

“Uso a auto-mutilação para libertar a dor. Como parar?”
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Quando se irrita, quando fica triste ou fica eufórico, o quão rápido consegue voltar para o seu prumo e o quanto essa volta foi controlada por si? O quanto consegue auto-motivar-se criando possibilidades e sentimentos na sua mente?

Lembre-se que se não puder controlar ou influenciar o que lhe acontece, pode sempre controlar a forma como reage ao que acontece. Na verdade, este é o único (e o melhor!) poder que realmente temos.

Outras questões que poderia/deveria conseguir colocar-se:

  • Estou a chamar para mim a responsabilidade pela minha própria vida ou estou de algum modo a “terceirizá-la”?
  • O que é que eu posso fazer para tentar melhorar/aproveitar melhor esta situação?
  • Onde e no quê eu tenho que melhorar se quiser ter sucesso (ou reverter) esta situação?

Infelizmente, talvez pouca atenção esteja a ser dada à sua ÚNICA fonte de poder. Geralmente, ficamos a vida inteira a tentar controlar a vida e os outros.

Todas as vezes que nos frustramos perante a vida ou o comportamento de alguém, estamos a querer controlo. Queremos as coisas da nossa forma, e já que não controlamos nada além do foco, esse controlo é impossível. Logo, a deceção (e o desalento) é inevitável…

Por outro lado… se o leitor decidir treinar o seu foco para que ele recaia sobre as coisas que queria ver crescer, e que poderia influenciar, tudo – absolutamente tudo – começaria a mudar.

Ala, que sai mais uma pergunta fresquinha:

— Quais seriam os pensamentos que merecem foco, pois manteriam o seu espaço interno vitalizado e cheio de esperança e foco na meta, e não no obstáculo?

Já que das duas formas você está certo (pelo “positivo” ou pelo “negativo”, digamos assim) e já que terá o mesmo trabalho para confirmar as suas expectativas sobre determinada crença sobre a realidade (o chamado efeito de Pigmaleão ou profecia auto-realizável), e já que dói ficar na mesma ou mudar, talvez seja preferível adotar crenças mais adequadas ao que o leitor gostaria, ao invés de colocar o seu foco naquilo que diz que não quer.

"Tenho medo de sair da minha zona de conforto. Como é que luto contra isso?"
"Tenho medo de sair da minha zona de conforto. Como é que luto contra isso?"
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Por isso é que é tão importante todo o trabalho diligente que uma pessoa possa fazer para ter domínio sobre os próprios pensamentos. Desta forma controla aquilo que coloca dentro da sua cabeça, e assim, controla que tipo de realidade vai experienciar.

Escolha a dedo tudo aquilo que irá receber o seu foco. Aprenda a controlar este foco para também influenciar o que cresce na sua vida. E não se esqueça: esse é o ÚNICO (e o verdadeiro) poder que o leitor tem.

Antes de me despedir de si, por hoje, gostaria de lhe pedir que experimente (mais) isto! Faça-o, de preferência, antes de terminar mais um (único e irrepetível) dia.

— Considere todas as coisas boas que já fez na sua vida.

O que quer que seja que esteja a enfrentar neste momento, lembre-se da forma como conseguiu superar dificuldades anteriores e que agora também será perfeitamente capaz de as superar.

Os seres humanos têm a maravilhosa capacidade de tornar possível o aparentemente impossível.

Isto é de tal modo verdadeiro que são estas as pessoas (como eu carinhosamente lhes gosto de chamar) com as quais mais gosto de trabalhar e que me inspiram a tal ponto que lhes escrevi uma Ode, que lhes dedico e declamo neste vídeo, a seguir.

Sim, fiz um vídeo para todos os Corajosos, os Fortes, os Bravos, os “Malucos” por desenvolvimento e transformação positiva que, nesta vida – e apesar de quaisquer que sejam os seus pesares — ousam SER e FAZER.

O mais difícil mesmo é mudarem por vezes a sua mentalidade (ou ‘mindset’, para ser mais chique) ou a forma de percecionar as coisas!

Permita-se mudar isso e permita-se viver com as consequências (positivas) da sua mudança (positiva).

Pode levar algum tempo e trabalho mas o importante é não desistir.

Apenas continue a trabalhar para isso que descobrirá que afinal tem motivos de sobra para ter esperança. Basta querer… e crer!

Que possamos aproveitar cada uma de nossas experiências para descobrirmos um pouco mais sobre nós mesmos e para aprendermos a viver um pouco melhor. Que possamos respeitar a nossa própria história e a nós mesmos.

Desejo que não se paralise “num” ou “noutro” lugar; não vivencie apenas um ou outro sentimento.

Desejo que, enquanto houver vida, haja esperança! E que o leitor tenha sonhos que o impulsionem a ir além do já conhecido; que permaneça sempre em movimento e, principalmente, que aproveite a caminhada.

São os meus votos para hoje, para amanhã e para todos os outros dias que virão.

Até para a semana.

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