As garrafas de plástico estão associadas a diversas doenças como o cancro, atrasos no desenvolvimento infantil e problemas gastrointestinais por conterem microplásticos e outras substâncias perigosas. Ao deixá-las expostas ao calor dentro do carro ou a temperaturas elevadas, pode acelerar estes efeitos.

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O polietileno tereftalato (PET) é um dos materiais mais usados nas embalagens de alimentos e bebidas, representando mais de 99% de todas as garrafas. Segundo um estudo realizado por investigadores da Nanjing University na China, este material pode libertar químicos perigosos para a saúde.

A temperatura a que a garrafa de água está submetida é um dos fatores mais importantes. Para este estudo, as garrafas de água foram deixadas durante quatro semanas no calor intenso. Os investigadores descobriram que as garrafas tinham lançado bisfenol A (BPA) e antimónio (Sb) para a água.

O bisfenol A (BPA) causa problemas gastrointestinais, défice de atenção e hiperatividade e malformações do embrião, segundo o site A Tua Saúde. Já o antimónio (Sb), uma das substâncias também presentes nas garrafas, é classificado como tóxico e possivelmente cancerígena para os humanos.

O estudo desaconselha a deixar as garrafas de plástico de água em temperaturas elevadas, especialmente nos carros, onde as temperaturas elevadas se sentem mais e aceleram este processo.

Não importa a marca: as garrafas de água de plástico contêm partículas microscópicas tóxicas, que, embora não se vejam a olho nu, cada vez mais pesquisas mostram os impactos negativos que têm na saúde.

Para além dos microplásticos, os nanoplásticos também estão presentes. São ainda mais pequenos e potencialmente mais perigosos. Um estudo feito pela Columbia University analisou três marcas de garrafas de plástico de água dos Estados Unidos e descobriu entre 110.000 a 370.000 partículas em cada litro. Cerca de 90% das partículas eram nanoplásticos e o resto microplásticos.