Ser mãe é um sonho comum a muitas mulheres, e tanto a gravidez como o parto são encarados com um misto de expetativa e ansiedade. A primeira vez que temos o nosso filho nos braços pode ser um momento mágico, mas há mulheres que passam por um autêntico filme de terror para lá chegar: falamos das vítimas de violência obstétrica, uma forma de violência pouco reconhecida, mas que pode causar traumas sérios.

Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto (APDMGP) define violência obstétrica como aquela que acontece no contexto de assistência à gravidez, parto e pós-parto, sendo que as formas mais correntes deste tipo de violência "incluem abusos físicos ou verbais, práticas invasivas, uso desnecessário de medicação, intervenções médicas não consentidas, humilhação, desumanização e recusa de assistência ou negligência pelas necessidades da mulher".

Dados da mesma associação revelam que cerca de 43,5% das mulheres portuguesas não têm o parto que queriam, independentemente de terem um planos de parto, de demonstrarem a sua vontade ou de gritarem de dor. Humilhadas, desrespeitadas, alvo de violência física e/ou psicológica ou simplesmente ignoradas, muitas mulheres nem sequer têm conhecimento dos seus direitos e do que é legal ou não. E como se colocam nas mãos dos profissionais, não questionam — e a violência é perpetuada.

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"Quando acontecem estes episódios e as mulheres não fazem queixa, não responsabilizam as equipas, os profissionais, e as más práticas", diz Ana Sanches, 34 anos, à MAGG. A autora da página de parentalidade Dido & Co, que também se considera, cada vez mais, uma voz ativa na luta contra a violência obstétrica, explica que é vital que as vítimas deste tipo de violência se manifestem para colocar um ponto final neste paradigma. "Percebo que passam por uma situação traumática, que se encontram sem forças para lutar, mas é mesmo importante que o façam. Por elas e por todas as mulheres que vêm a seguir."

Neste Dia Nacional da Grávida, que se celebra esta quarta-feira, 9 de setembro, a MAGG falou com quatro mulheres vítimas de violência obstétrica. Conheça as suas histórias.

"Uma das ventosas rebentou, havia sangue por todo o lado, o bloco parecia um talho"

Sara Gouveia, 29 anos, educadora de infância, engravidou pela primeira vez em 2017. Em março do ano seguinte, na consulta das 38 semanas de gravidez, foi alvo do chamado "toque maldoso", um procedimento efetuado pelos médicos para deslocar as membranas e provocar o trabalho de parto.

"Fui muito bem acompanhada no centro de saúde a gravidez toda, correu tudo às mil maravilhas, até que fui parar à consulta no Hospital de Vila Franca de Xira, onde tinha escolhido ter a bebé. O médico não me informou do que ia fazer, e mesmo comigo a pedir para ele parar, com dores horríveis, não parou", conta Sara à MAGG, que está novamente grávida, de cinco meses.

Depois de sangrar durante três dias, teve nova consulta de acompanhamento, com o mesmo médico, uma semana depois. "Estava com medo, expliquei-lhe que me tinha magoado muito e se podia não repetir o toque. Respondeu-me: 'Mas quer ficar aí com a miúda para sempre?'. E fez-me o mesmo."

Apesar dos toques, o parto não se desenvolveu e Sara Gouveia deu entrada no hospital para indução. O processo começou dia 11 de março, e a filha de Sara viria a nascer apenas ao final do dia seguinte. "A partir do momento em que me começaram a induzir o parto praticamente não me deixaram comer — só uma gelatina ao início do dia —, nem beber água, só podia molhar os lábios", conta a educadora de infância.

Mas o pesadelo estava longe de acabar. Sara foi alvo de toques de hora a hora, tudo com o propósito de acelerar o trabalho de parto. Mas apesar de incómodos, as únicas observações que lhe causavam dores horríveis eram as do médico que a acompanhou nas consultas do hospital. Há horas sem comer e sem qualquer recurso a alívio de dor por não estar a dilatar, chegou a um limite.

"Às 7h da manhã do segundo dia, entra pela sala o médico e fez o mesmo. Voltei a ter dores terríveis e só quando lhe dei um pontapé e pedi para desaparecer é que saiu", conta Sara. O processo avançou pouco e, mesmo com epidural, a educadora de infância sentia as contrações. "Não me sentia bem, e a equipa médica acabou por perceber que eu estava com febre e a fazer uma infeção."

A partir daí, o processo foi todo muito rápido. "Nem sei se cheguei aos 10 centímetros de dilatação, só sei que comecei a ouvir o enfermeiro parteiro a dizer me para fazer força, que tinha de nascer. Chamaram logo profissionais da Neonatologia e, de repente, tinha um enfermeiro em cima de mim, a fazer manobra de Kristeller [intervenção no período expulsivo que envolve a aplicação de pressão manual na parte superior do útero em direção ao canal do parto, é uma prática desaconselhada pela Organização Mundial da Saúde e relatada como desconfortável e perigosa]."

Sara Gouveia explica que não conseguia respirar com a pressão e a força do enfermeiro em cima das suas costelas. "Senti que ia partir uma a qualquer momento e acabei por lhe vincar as unhas no braço, enquanto lhe dizia que não estava a respirar. Disse-me para estar quieta, que o estava a magoar e que não estava com postura de quem queria ter a minha filha."

Com a última anestesia a fazer pouco ou nenhum efeito, Sara sentiu tudo, inclusive a episiotomia [incisão efetuada na região do períneo para a cabeça do bebé passar]. "Ouvi a enfermeira avisar a médica que o corte ia ficar muito atrás. 'Que seja o que Deus quiser', respondeu-lhe. Uma das ventosas rebentou, havia sangue por todo o lado, o bloco parecia um talho."

A filha de Sara nasceu, mas a educadora de infância nem tem memória dos cerca de 40 minutos que a bebé passou no seu peito. "Senti que a tiraram de mim à força e à pressa, nem sei se a bebé entrou em sofrimento. Enquanto queria aproveitar a minha filha, tinha a médica a coser-me sem anestesia, a causar-me imensas dores", diz Sara. Quando se queixou, ouviu da médica que era bom sinal. "Filha, é sinal que estás viva."

Apesar de ter nascido saudável, a bebé de Sara ficou internada na neonatologia durante cerca de cinco dias, dado que teve de receber antibiótico para a infeção que a mãe desenvolveu durante o parto. Para acompanhar a bebé da forma mais permanente que lhe era concedida, Sara tentou ter alta o mais rápido possível e passava os dias junto da incubadora da filha, sentada numa cadeira. Fruto disso, os pontos da sutura rebentaram pouco depois de a bebé chegar a casa.

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O caso agravou-se, a zona infetou e Sara Gouveia teve mesmo de passar por uma cirurgia para reparar e limpar a sutura. Conta que as dores eram horríveis durante a recuperação, e exigiram medicação que a impediram de amamentar a bebé. "Só quando a minha filha tinha mais de 3 meses é que me consegui sentar, por exemplo. Até hoje, mais de dois anos depois, tenho dores a ir à casa de banho, quando usa calças mais justas, ou às vezes durante as relações sexuais", relata.

Grávida novamente, Sara assume que está muito ansiosa com o momento do parto, embora tenha todas as intenções de ser mais forte e assertiva para não ser novamente vítima de violência obstétrica e impor a sua vontade. "Eu sei que é forte dizer isto, mas sinto que fui violada, agredida. Fizeram-me de tudo sem sequer me dizerem o que estavam a fazer. Percebo que tenha de existir rapidez, mas são precisos dois segundos para informar que isto ou aquilo."

Sara não ia iludida com uma expetativa fechada e decidiu confiar nos médicos. "Só queria que corresse tudo bem e que me tratassem bem, mas descambou tudo", recorda. Explica que não tinha conhecimento que podia recusar certos procedimentos, que alguns nem sequer eram recomendados. "Sei que há equipas excelentes naquele hospital, e que este tem uma política amiga das grávidas. Acho que tive muito azar com as pessoas que me calharam."

Não apresentou queixa — não tinha forças para tal. "Era uma situação que merecia que o tivesse feito, mas não tinha como, psicologicamente falando. Gostava de ter sido mais forte, mas só queria que tudo acabasse e conseguir, finalmente, desfrutar da minha bebé."

"Conseguia ouvir as pessoas no corredor a chamarem-me histérica"

Rita Cabedal, 36 anos, é mãe de dois rapazes, com 4 e 2 anos. E foi na primeira gravidez da revisora e analista de conteúdo, em 2016, que se sentiu humilhada e maltratada no bloco de partos. "Fui para a Maternidade Alfredo da Costa com 39 semanas, com suspeitas de contrações. Lá me viram os batimentos cardíacos do bebé, disseram-me que ainda faltava muito e fui deixada sozinha num corredor, onde não se via vivalma. Senti-me mesmo abandonada, dado que também não deixaram o meu marido estar comigo", recorda.

Chegou a ser mandada para casa, apesar das dores das contrações, e quando regressou à MAC, tudo aconteceu de forma muito rápida. Depois de lhe administrarem a epidural e o trabalho de parto começar a avançar, o médico percebeu que algo não estava bem. "Falou-se da posição do bebé e de uns quantos termos científicos, e fui encaminhada para o bloco. A sala parecia saída de um filme de terror, com luzes a tremer e eu cada vez ficava mais ansiosa", conta Rita Cabedal.

De repente, Rita tinha seis pessoas em cima dela, a agarrarem-na nos braços, enquanto tinha dores horríveis e ia ficando cada vez mais nervosa. "Insultaram-me por eu estar a gritar de dores. Conseguia ouvir as pessoas no corredor a chamarem-me histérica, a dizerem que estava uma descontrolada no bloco."

"Não quer que o seu filho nasça?", pertuntaram-lhe. Rita explica que todo o momento foi surreal, que se sentiu maltratada e humilhada. "Ninguém me explicou objetivamente que eu tinha de fazer força de uma vez só devido à posição do bebé. Não me deixavam gritar, mandavam-me calar. Só quando uma enfermeira percebeu que era nos momentos que eu gritava que fazia mais força é que mudaram de postura."

O filho de Rita nasceu depressa depois de todo o sofrimento, e a mãe de dois rapazes acabou por não apresentar queixa por tudo se ter alterado no pós-parto. "O acompanhamento na MAC nessa fase foi excelente, com equipas dedicadas", esclarece. Apesar de não ter sido vítima de violência no segundo parto, que ocorreu no Hospital de Santa Maria, Rita voltou a ter uma experiência desagradável fruto da inexperiência das enfermeiras, mas nada que se compare com o nascimento do primeiro filho.

"Foi humilhante, é mesmo a palavra. Fui insultada, agrediram-me psicologicamente, saí dali traumatizada, a chorar, e acho que só à noite [o filho de Rita nasceu às 15h40] é que me voltei a sentir normal. Eu mal conseguia olhar para o meu filho, fiquei em estado de choque durante várias horas. Senti que me roubaram a experiência de ser mãe naqueles primeiros momentos."

Rita Cabedal acredita que há bons e maus profissionais em todo o lado, que teve "falta de sorte" com a equipa que lhe calhou e presenciou muita falta de empatia, mas acha também que é necessário haver mais cuidado com a seleção dos profissionais para esta área específica. "A vocação é muito importante, é preciso ter noção que as mulheres estão a viver uma experiência única, por vezes nova, difícil e numa posição muito vulnerável. Sentimos o peso do mundo naquele momento, e há que ter empatia", conclui.

"Já ouvi casos de mulheres que levaram palmadas no rabo enquanto eram cosidas"

Marta Silva, 34 anos, deu à luz ao seu primeiro filho há três meses, em plena pandemia. A gestora de marketing, que prefere não revelar o nome do hospital onde pariu, uma vez que está a ponderar apresentar uma queixa, confessa que tinha noção que podiam existir partos mais complicados ou difíceis antes de ser mãe, mas nada a preparava para a realidade.

"Na minha última consulta de acompanhamento, às 39 semanas, percebi que tinha a tensão alta, que tinha risco de pré-eclâmpsia, e o meu médico também me informou de uma incompatibilidade feto-pélvica, indicações que me fizeram achar que seria encaminhada para uma cesariana no momento do parto", explica Marta Silva.

Mas isso não aconteceu. À chegada ao hospital, e depois de ficar completamente sozinha durante todo o processo devido à regra de não existiram acompanhantes no contexto da contenção da COVID-19, Marta começou a ser alvo de toques para induzir o trabalho de parto, com violência, sem ser sequer informada.

"Só me diziam que ia ser observada, e pronto. Senti-me vítima de uma violência atroz e, naturalmente, comecei a retrair-me. Ouvi de tudo, desde o 'esteja quieta', ao 'fique sossegada', ao 'assim nem amanhã'. Durante um toque violento, devo ter agarrado o braço de uma das enfermeiras com mais força e, passado um bocado, uma segunda enfermeira, durante outro toque, perguntou-me porque é que eu estava a retrair o corpo. E chamou-me à atenção: 'Olhe que não me vai fazer a mim o que fez à minha colega'."

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Marta ficou perplexa com a importância que estavam a dar ao sucedido."Sem querer, agarrei-a. Já eu estava a ser vítima de violência física e psicológica. E o pior de tudo é que para as enfermeiras e médicos, isto é normal, parece que existe uma sociedade secreta que sabem que as mulheres vão sofrer. Já ouvi casos de mulheres que levaram palmadas no rabo enquanto eram cosidas, por exemplo, para ficarem quietas."

A gestora de marketing ficou horas sozinha em trabalho de parto, com dores horríveis causadas pelas contrações, até que finalmente foi encaminhada para cesariana, onde tudo acabou por correr pelo melhor. Mas não se esquece do que passou, tanto que já decidiu não ter mais filhos. "Amo o meu filho, é a melhor coisa do mundo, mas fiquei traumatizada. Não passo por aquilo outra vez."

"Eu estava pronta para confiar na equipa que me ia acompanhar, mas senti uma falta de empatia e profissionalismo atroz. Fui constantemente agredida e o que estou a observar é que, se contar a minha história a 30 mulheres, as 30 vão encontrar pontos em comum com os partos delas. Isto é uma cultura enraizada, nota-se que é algo que existe há muitos anos e vai continuar caso nada seja feito. Temos de falar, temos de nos queixar", salienta Marta.

"Que coração tão forte a bater, é pena estar no sítio errado, quer ver?"

Apesar da generalidade dos relatos de violência obstétrica decorrerem no contexto de um parto, esta também pode acontecer durante a gravidez e em situações dramáticas. Foi o que aconteceu a Sandra Pires, 41 anos, osteopata, que já passou por processos de fertilização in vitro que não resultaram, e sete gravidezes, sem que nenhuma chegasse a termo.

Apesar de não existir uma razão médica diagnosticada para tal, Sandra teve vários abortos espontâneos, sempre às cinco semanas de gestação, e este duro caminho começou com 25 anos, quanto teve a sua primeira gravidez ectópica, em que o embrião se forma fora do útero. Foi assim que perdeu a primeira trompa, mas viria a passar por outras duas gestações com esta condição.

Em 2016, depois de confirmada a gravidez (a sétima), e devido ao historial médico de Sandra, a osteopata foi encaminhada para a MAC, onde o médico percebeu que se tratava de mais uma gestação ectópica. "Tinha esperança que não se confirmasse dessa vez, porque me sentia mesmo grávida, algo que nunca tinha acontecido antes", conta Sandra Pires.

Mas o pior cenário aconteceu mesmo — o embrião estava alojado na trompa, numa zona muscular. Daí para a frente, foi dado início a um protocolo de injeções, cujo objetivo é parar o coração e o desenvolvimento do feto, provocando um aborto. "Fiz as injeções na maternidade, vim para casa, e cerca de uma a duas semanas depois, confesso que não me recordo, tive de me dirigir novamente à MAC para nova ecografia, para perceber se o feto já estava morto ou se tinha de fazer novamente as injeções."

Para além de toda a dura situação, Sandra teve de enfrentar a insensibilidade de uma médica. Durante a ecografia, e com o coração do feto ainda a bater, a profissional de saúde dirigiu-se à osteopata: "Que coração tão forte a bater, é pena estar no sítio errado, quer ver?". Sem forças para muito mais, Sandra chamou a atenção da médica para o seu historial médico e virou a cara para o lado, mas a situação tinha ficado ainda mais pesada.

"Foi como se estivesse a matar um ser vivo que estava a crescer, ainda com os batimentos de quem tentava sobreviver. Fez-me sentir a pior pessoa do mundo, foi horrível", explica a osteopata, que hoje se especializa em ajudar muitas mulheres a engravidar através deste tipo de abordagem terapêutica.

Depois de segunda ronda de injeções, embora não exista uma relação com a medicação, Sandra Pires esteve à beira da morte, com uma hemorragia interna que estava a chegar aos pulmões devido à trompa e ao saco gestacional terem rebentado. Mas mesmo depois de chegar ao limite de idade para ser submetida a mais fertilizações in vitro (Sandra ainda tentou este procedimento mais uma vez depois deste episódio) pelo Serviço Nacional de Saúde, pensa tentar pelo privado.

"Enquanto não encontrarem uma razão médica para o que me acontece, vou continuar a tentar", diz. Quanto à violência de que foi alvo, e que acontece a muitas mais mulheres, Sandra acredita que tal não "pode ficar numa sala de observações ou de parto. Temos de falar".

"As mulheres não podem deixar que a sua boa experiência de parto seja uma questão de sorte"

Depois der ser mãe do seu primeiro filho, Ana Sanches, 34 anos, criou uma página de parentalidade no Instagram e cada vez mais se dedica ao fim da violência obstétrica. Apesar de não ter passado por isso em nenhum dos seus partos, a gestora de recursos humanos e mãe de duas crianças é muito próxima do tema.

"Principalmente com a pandemia, comecei a ver muitos atropelos aos direitos das mulheres. Comecei a aperceber-me que muitos profissionais usaram isso para voltar às más práticas, ao ponto de me chegar aos ouvidos que há médicos que agradecem a situação para não terem de 'aturar acompanhantes chatos', por exemplo", relata Ana, que cada vez mais se interessa pelo tema e fala sobre a consciencialização do mesmo na sua plataforma.

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Para a mãe de duas crianças, há coisas que podem estar do lado das mulheres e que estas podem fazer para se informarem, protegerem e lutarem pelos seus direitos. "As mulheres não podem deixar que a sua boa experiência de parto seja uma questão de sorte. Devem conhecer melhor a fisiologia de parto e do seu corpo, para ganharem confiança nas suas capacidades de parir; recolher informação sobre boas práticas, direitos que têm e definirem as suas preferências no plano de parto; procurar profissionais e instituições que efetivamente respeitem a mulher e o bebé neste momento crucial, não tendo medo de fazer perguntas e reportando sempre que virem uma situação ou atitude desrespeituosa, ou indício de violência obstétrica, por elas e pelas que virão a seguir."

Ana sabe que tal não garante um parto respeitado, "mas coloca a mulher numa posição muito mais empoderada", e é exatamente isso que a leva a partilhar cada vez mais sobre o tema. Considera que a comunidade médica, muitas vezes, "nem questiona e há quem desvalorize por completo as indicações da OMS, tal como na amamentação". "Se os médicos não se atualizam, nem fazem a parte deles, nós temos de fazer a nossa."

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