Existe um cofre quase nos confins do mundo onde estão guardadas mais de um milhão de sementes, a mais de cem metros de profundidade, para o caso de um dia se suceder uma calamidade mundial (do género da que acontece na série "The Last of Us"), de forma a reconstruir aos poucos o planeta, começando precisamente pela plantação destas sementes.

No âmbito da comemoração dos 15 anos de aniversário do Svalbard Global Seed Vault, na Noruega, já é possível desvendar o que se encontra por detrás das enormes portas misteriosas do "cofre do apocalipse", como também é conhecido.

“The Last of Us" fez-me chorar baba e ranho e esfregou-me na cara o meu preconceito
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Se há coisa que uma boa série faz é colocar o espectador no lugar das personagens, e  "The Last of Us" evidencia um cenário de apocalipse explicado pelo surgimento de um fungo, sem cura, que em pouco tempo se propagou pela população. Quando infetadas por este vírus, as pessoas passam a ser controladas por esse mesmo fungo, que as torna irracionais ao ponto de se atacarem umas às outras.

Ora, o propósito do Svalbard Global Seed Vault é exatamente dar ferramentas aos seres humanos para que, se um dia algo do género suceder, exista um plano. De acordo com o "Expresso", apesar de este local ser imune a bombas e morteiros, as atuais alterações climáticas já fizeram com que fosse necessário reforçar o sistema de refrigeração do cofre, para que continuasse a preservar a qualidade das sementes. Para além disso, a guerra na Síria também fez com que o cofre fosse aberto para retirada de meios.

O cofre, que segundo o "The Guardian" já esteve envolto em várias teorias de conspiração, devido ao facto de ser fechado ao público, vem agora permitir visitas virtuais. Iniciando o trajeto por aqui, pode seguir, gratuitamente, as setas que o conduzem ao local construído em 2008, onde estão armazenadas mais de um milhão de sementes, pertencentes a cinco mil diferentes espécies vegetais.

"É um pouco como estar numa catedral. Tem tetos altos e quando se está dentro da montanha, quase não há som. Só consegue ouvir-se a si mesmo", descreve Lise Lykke Steffensen, a diretora da NordGen, empresa responsável pela estrutura. "Quando se abre a porta [das coleções], a temperatura é de -18°C – padrão internacional para conservação de sementes –, o que é muito, muito frio. Então é possível ver todas as caixas com sementes, de todos os países. Já estive lá tantas vezes e ainda estou curiosa", garante a diretora ao "The Guardian".

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