A Equal Rights Amendment (ERA), ou Emenda da Igualdade de Direitos, foi  uma emenda proposta à Constituição dos Estados Unidos destinada a garantir direitos legais iguais para todos os cidadãos americanos, independentemente do sexo. O objetivo passava por pôr fim a qualquer lei que discriminasse com base no género, terminando com as distinções legais entre homens e mulheres em matéria de divórcio, propriedade ou emprego, por exemplo. Escrita por Alice Paul e Crystal Eastman, foi introduzida ao Congresso americano em dezembro de 1023.

No entanto, foi na década de 70, naquela que ficou conhecida como a segunda vaga do movimento feminista, que ganhou mais mediatismo. Aprovada pela Câmara e pelo Congresso e prestes a ir a votações, o fim das desigualdades entre sexos parecia ser o caminho mais natural das sociedades modernas. Até que apareceu Phyllis Schlafly, conservadora acérrima, que considerava que a mulher tinha o direito de ficar em casa a cuidar dos maridos e dos filhos. Sentiu que o ideais da sociedade americana seriam arrasados pelas propostas feministas e foi à luta: criou  do movimento anti-feminista STOP the ERA, que fez de tudo para travar a aprovação desta emenda. 

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É esta a história que poderá acompanhar na série "Ms. America", que já conta com quatro episódios disponíveis na plataforma de streaming HBO. De Matthew Weiner, criador de "Mad Man", reune um elenco de luxo, que põe na linha da frente Cate Blanchett, vencedora de um Óscar de Melhor Atriz pelo seu papel no filme de Woody Allen "Blue Jasmine", que aqui interpreta Schlafly. Apesar de incluir personagens fictícios, uma grande parte do elenco representa figuras reais e de grande relevo na luta contra a discriminação baseada no género. Conheça-as.

1. Phyllis Schlafly na pele de Cate Blanchett

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É Cate Blanchett que interpreta a mulher que criou o Stop the ERA, o movimento anti-feminista que lutou contra a aprovação da Emenda da Igualdade de Direitos, alegando que a alteração das leis retiraria às mulheres o direito de estas ficarem em casa a cuidar do marido e filhos, abrindo caminho para a legalização do aborto ou para a recruta de mulheres para o exercito — na altura os Estados Unidos estavam em guerra com o Vietname.

Católica, mãe de seis filhos, anti-comunista, defensora da bomba-atómica, na série acompanhamos a ascensão política da mulher que veio a tornar-se no símbolo do conservadorismo americano e a principal figura responsável pela derrota da lei que queria acabar com a discriminação de género. Acreditava que a mulher tinha o direito de poder ficar em casa a cuidar dos filhos e do marido.

2. Gloria Steinem na pele de Rose Byrne

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Gloria Steinem foi uma das mais conceituadas feministas das décadas de 60 e 70. Foi uma das primeiras cronistas da revista "New York" e foi co-fundadora da revista "Ms.", que existe até hoje em formato digital. Ao longo da sua carreira, participou em organizações como o Women's Media Center e o National Women's Political Caucus, tendo ficado famosa por se ter disfarçado de coelhinha da Playboy para escrever o artigo mais famoso da história sobre o tema.

3. Betty Friedan na pele de Tracey Ullman

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É a atriz britânica que interpreta uma das pioneiras do movimento feministas moderno, autora de "The Feminine Mystique", livro que foi originalmente publicado em 1963 e que foi crucial para a segunda vaga da reinvindicações pelo fim da discriminação de sexo: neste best-seller a ativista explorava o conceito e a possibilidade de mulheres poderem alcançar a realização pessoal, indo num caminho oposto ao conceito de mulher tradicional, a da fada do lar, que pertencia à casa, junto dos filhos e do marido.

4. Margo Martindale na pele de Bella Azbug 

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Margo Martindele interpreta esta advogada e ativista feminista, que serviu como representante do estado de Nova Iorque no Congresso americano pelo partido Democrata, nos anos 70. Era uma defensora acérrima dos direitos civis, tendo lutado pela aprovação da Emenda da Igualdade de Direitos e pelo fim da guerra do Vietname. Famosa pela sua franqueza, costumava dizer: "O lugar da mulher é na Câmara ... na Câmara dos Deputados".

5. Shirley Chisholm na pele de Uzo Adoba

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A atriz da série "Orange is the New Black" interpreta Shirley Chrisholm, uma política afro-americana, natural de Brooklyn, famosa por se ter tornado na primeira mulher negra eleita para o congresso dos Estados Unidos, tendo representado durante sete anos o 12.º distrito de Nova Iorque. Foi também a primeira candidata negra a concorrer à presidência dos Estados Unidos, pelo partido Democrata.

Tendo contribuído para a fundação do National Women's Political Caucus, apresentou em conjunto com Bella Azbug um projeto lei cujo objetivo era alocar 10 mil milhões de dólares de fundos federais aos serviços de cuidados infantis. Uma versão menos dispendiosa deste projeto — apelidado de Comprehensive Child Development Bil — foi aprovada pela Câmrara e Senado, mas foi vetada pelo então presidente Richard Nixon, em 197..

6. Jill Ruklehaus na pele de Elizabeth Banks 

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Ruklehaus foi assistente da Casa Branca e chefiou o programa para as mulheres nos anos 70. Era uma republicana moderada e pró-escolha, tendo ficado conhecida entre os colegas de direita, como a "Gloria Steinem do Partido Republicano".

7. Fred Schlafly Jr. na pele de John Slattery

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A estrela de "Mad Men" interpreta o marido de Phyllis Schlafly, um advogado conservador de classe alta. A abertura dos discursos da mulher que lutou contra o ERA começavam sempre com um agradecimento a este homem: "Quero agradecer ao meu marido Fred por me ter deixado vir aqui". A frase servia para irritar as opositoras feministas.

8. Brenda Fasteu na pele de Ari Graynor

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A advogada e feminista do lado da ERA foi, em conjunto com Steinem e Catherine Samuels a co-fundadora da Woman's Action Alliance. Era casada com Marc Feigen Fasteau, autor do livro "The Male Machine", onde explorava a desigualdade entre sexos, com quem se formou pela Universidade de Harvard.

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