Nos últimos dias tem surgido uma onda de solidariedade em Portugal para fazer face à crise humanitária provocada pela guerra na Ucrânia. Além da recolha de bens e donativos, há quem ofereça alojamento aos refugiados, como é o caso do Salvaterra Country House & SPA, em Salvaterra de Magos, no Ribatejo. O turismo rural conhecido como a "Bali portuguesa" pretende neste momento ser antes o porto seguro português para alguns ucranianos, em especial famílias com crianças.

"Como seres humanos, não como russos ou portugueses ou ingleses ou franceses, olhamos para isto e não conseguimos encontrar descrição para aquilo que estamos a ver. Portanto, a nossa decisão passa por uma coisa muito simples: temos um imóvel disponível e estamos a disponibilizá-lo para famílias necessitadas com crianças pequenas", diz João Santos Costa, um dos investidores do alojamento, à MAGG.

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Os refugiados vão poder ficar numa casa com vários quartos junto ao hotel, habitualmente usada pelo staff do alojamento, e que agora servirá para responder a uma necessidade mais urgente: acolher ucranianos, em especial "mulheres com crianças pequenas" (que conseguiram sair do país, ao contrário dos homens que ficam impedidos de passar a fronteira devido à Lei Marcial).

Desde que fez o anúncio nas redes sociais, esta terça-feira, 1 de março, o Salvaterra Country House & SPA recebeu centenas de pedidos de refugiados, afirma João, e toda a comunidade quis juntar-se à iniciativa solidária.

"Quando metemos a oferta, várias pessoas da comunidade também nos contactaram a dizer que podem receber mais uma ou mais duas famílias. Inclusivamente militares da GNR da zona disponibilizaram-se para receber famílias com crianças pequenas nas imediações", refere João.

Também restaurantes locais já mostraram interesse em ajudar, como é o caso do Mr.Rino Burguer&Pizza, em Coruche, bem como outros que têm contactado o alojamento de turismo rural.

O corresponsável pelo a Salvaterra Country House & SPA reforça que perante a "atrocidade e falta de humanidade do que está a acontecer" o alojamento teve de agir com o que tem "ao alcance: disponibilizar alojamento não ocupado para receber refugiados", termina.

De acordo com os mais recentes avançados pelas Nações Unidas, mais de 600 mil pessoas já abandonaram a Ucrânia desde que começou a ofensiva russa.

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