Ágata Roquette foi a primeira nutricionista famosa nesta espécie de nova vaga do saudável. O sucesso deveu-se ao fenómeno "A Dieta dos 31 Dias",  programa de emagrecimento que desenhou para os outros, baseando-se naquele que funcionou em si. A nutricionista sabe bem o que sente quem luta contra o excesso de peso, porque também ela sentiu isso na pele. Depois de uma infância com uma prática intensiva de patinagem, deixou os treinos para se dedicar aos estudos e obter média para entrar na faculdade. Trocou os patins por uma cadeira, o pão da tarde por pacotes de bolachas e, sem consciência dos efeitos destas acções, engordou e viu o seu corpo a mudar. Foi dos 58 aos 74 e dos 74 aos 90 quilos. Viveu uma adolescência conturbada porque não soube lidar com esta mudança. Mas se fosse hoje, seria pior, considera. É que nesta altura não havia Instagram.

Poucos meses antes do seu casamento, depois múltiplas dietas falhadas pelo excesso de obsessão, rigor e restrição, decidiu que iria tentar acertar os ponteiros da balança, mas desta vez de forma descontraída. Ao seu próprio ritmo. Perdeu 20 quilos e não voltou a engordar. Tornou-se numa das especialistas mais requisitadas no Estoril, afluência que a levou ao seu primeiro livro. Entretanto, já vieram mais sete, incluindo o novo manual que ensina tudo sobre comer de forma equilibrada. Chama-se "O Grande Livro da Alimentação Saudável", editado pela Contraponto, e fala um pouco de tudo: nutrientes, hábitos bons, hábitos maus, maternidade, amamentação, alimentação infantil, mitos e dúvidas que frequentemente  lhe chegam em consulta. E, claro, receitas. Mais do que para emagrecer, o livro quer pôr as pessoas a comer bem, para que se evitem problemas futuros, desde o colesterol, à diabete. Acaba de chegar às livrarias e foi o que levou a MAGG à conversa com a autora.

Mudaram muitas coisas desde que lançou a "A Dieta dos 31 Dias". A profissão de nutricionista não tinha a popularidade que tem hoje. 
Credibilizou-se a área. Acho que isto tem que ver com vários fatores. Acredito que, por um lado, as pessoas passaram a preocupar-se mais com aquilo que comem — o que não quer dizer que cumpram as regras — e que, por outro, os próprios médicos tenham passado a incentivar mais as idas aos nutricionistas. Antigamente, sentíamos que não nos valorizavam muito, mas hoje é diferente. Recebemos cada vez mais pacientes que vêm por recomendação médica, por causa do colesterol, da tensão alta, de dores nos joelhos ou na coluna causados pelo excesso de peso.

Não pode ser mais um drama comer saudável. Tem de ser uma rotina muito prática. O saudável não é só os pimentos e beringelas recheadas no forno. Não temos tempo para isso."

Sempre quis ser nutricionista?
Quando me candidatei à faculdade queria ser dentista. Na segunda opção pus nutrição. Quando não consegui entrar em dentária, lembro-me que uma tia, que já era vegetariana há muitos anos, me disse para não mudar e apostar na profissão de nutricionista, porque em dez ou 15 anos ia ser uma área de muito sucesso. Ela dizia que as pessoas se iam preocupar cada vez mais com a alimentação. De facto, tinha razão, porque a importância e interesse na nutrição disparou.

O livro "A Dieta dos 31 Dias" é mais sobre emagrecer. "O Grande Livro da Alimentação" é sobre alimentação saudável. São coisas diferentes?
Emagrecimento e alimentação saudável são coisas completamente diferentes. Para emagrecer temos de desequilibrar um bocadinho, seja a nível calórico, seja de alguns nutrientes. De outra forma, a pessoa não perde peso. Este livro é mais sobre alimentação saudável no geral. Falo sobre amamentação, gravidez, aumento de massa muscular, aumento de peso, mitos, várias curiosidades, perguntas que me fazem tipicamente nas consultas.

ágata roquette

Até porque há alimentos saudáveis que engordam.
Sim. Muita gente que acha que, por serem saudáveis, o abacate, o mel, o azeite ou os frutos secos se podem comer em qualquer quantidade e que isso não engorda, que até emagrece. Mas isso é completamente errado, porque são alimentos altamente calóricos. Com os frutos secos isto acontece muito. Vejo nas consultas. Como se diz que são saudáveis, as pessoas comem, comem, comem, mas depois 100 gramas equivalem caloricamente a um Big Mac, embora seja mais saudável. São 600 calorias. E 100 gramas, um pacotinho pequenino, come-se em dois minutos. É o maior erro que as pessoas cometem sem saberem.

Qual é o desequilíbrio causado pelas dietas?
Quando falamos em alimentação saudável, falamos num dia completo com todas as refeições e com todos os nutrientes. Quando se fala em emagrecimento, acredito que à noite se devam tirar os hidratos de carbono, que são reintroduzidos na fase de manutenção — altura em que também os podemos excluir duas ou três vezes por semana, consoante aquilo que comemos ao fim de semana. Acho que é o único desequilíbrio, até porque não acredito em dietas desequilibradas. Por isso é que n'"A Dieta dos 31 Dias" incluí todos os alimentos que podia — só não tinha doces, salgados, o típico que não devemos comer.

Estive sete anos a fazer dietas com nutricionistas e endocrinologistas e, na primeira semana, ficava tão obcecada, era tão rigorosa, e era tudo tão stressante, que acabava sempre por desistir."

O método foi criado com base no seu próprio emagrecimento. É assim que faz hoje a manutenção?
Sim. Tiro os hidratos duas ou três noites por semana, porque gosto de ter um fim de semana com um consumo um bocadinho acima das calorias normais do resto dos dias. Acho que durante a semana devemos comer dando atenção aos nutrientes que ingerimos, apostando numa rotina que nos dê energia, previna colesterol, a diabetes, o aumento da tensão arterial, em que se evite o sal, as gorduras, os açúcares. Ao fim de semana, acho que nos podemos desleixar um bocadinho. É nesse equilíbrio que eu vivo.

Pensarmos demasiado no que não podemos comer, dá-nos mais vontade de comer aquilo que não podemos. Um dos problemas de comer bem e perder peso é complicarmos isso?
Sim. Eu só consegui perder peso quando comecei a relaxar. Quando achei que tinha de ser ao meu ritmo. Comecei em janeiro e só casava a 22 de setembro. O que eu pensei foi: tudo o que vier até lá é bem-vindo, não me vou stressar. Vou fazer semanas muito boas, porque nessas se calhar ninguém me vai convidar para ir a lado nenhum. E vou fazer outras menos boas. E foi a primeira vez na minha vida que consegui perder peso. Estive sete anos a fazer dietas com nutricionistas e endocrinologistas e, na primeira semana, ficava tão obcecada, era tão rigorosa, e era tudo tão stressante, que acabava sempre por desistir. Só funcionou quando pensei: "Vou mudar a minha alimentação, vou começar a comer melhor e tudo o que vier é bem vindo". Os resultados depois começaram a aparecer. Estava com o espírito certo para isso. Não estava obcecada e na minha cabeça se perdesse cinco quilos era ótimo. Perdi 20.

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Há circunstâncias da vida que não ajudam a emagrecer.
Exato. Eu estava com espírito para isso. Mas não é fácil. Há pessoas que muitas vezes estão obesas e deprimidas. Muitas vezes a razão do excesso de peso tem a ver com problemas da vida, que se compensam com a comida. Há muitas desistências em consultas de nutrição, porque não apanhámos esses pacientes numa fase boa, porque é uma altura em que a comida representa mesmo um escape para elas. Mas quando as apanhamos numa fase boa, perdem peso e perdem da forma como eu gosto: descontraidamente, com semanas muito boas e outras menos boas. Acho que é assim que deve ser feito o emagrecimento: com semanas de perda e outras nulas nulas. As pessoas chegam ao objetivo, mas no seu próprio ritmo, mantendo a sua vida social.

"É preferível chegar ao peso pretendido com algumas asneiras do que tudo demasiado direitinho. É a única maneira de depois não se voltar a aumentar de peso."

Pois, há muito esse problema de compatibilizar uma dieta de emagrecimento com uma vida social.
A vida não é fazer dieta. A dieta é que tem de entrar na nossa vida. Não vou deixar de fazer um bolo de anos a um filho, porque estou de dieta. Não vou faltar aos anos da minha mãe ou dos meus amigos. E se comer bolo, não vem mal ao mundo. Digo sempre aos meus pacientes: apesar de recomendar a exclusão de hidratos de carbono à noite, não podem ir a jantar a casa de alguém, a comida ser arroz de pato e andarem a roubar o pato a toda a gente para não comerem o arroz. Claro que nessa noite vão comer arroz de pato. É que se for para fazer uma dieta tão rigorosa, uma pessoa tem de se isolar. E isso não é real, porque a vida não é assim. É preferível chegar ao peso pretendido com algumas asneiras do que tudo demasiado direitinho. É a única maneira de depois não se voltar a aumentar de peso. A dieta não foi restritiva, não foi muito estudadinha. A dieta deve ser parecida com a vida que vamos ter a seguir. Caso contrário, depois engorda-se tudo outra vez.

"As pessoas em quarentena engordaram, em média, três a cinco quilos"

Fala-se muito em "fechar a boca" para perder peso.
As minhas dietas têm imensa comida. Há pacientes que acham que comem mais do que comiam antes. A minha luta foi sempre pôr o máximo de comida possível no dia de uma pessoa para ela perder peso. Nunca quis cortar, cortar, cortar. É impossível terem fome. Outra coisa que eu fiz no livro e faço em consulta é uma lancheira para cada um gerir durante o dia. Não sou eu que faço essa gestão porque todos, em determinadas alturas, comemos por neura, ansiedade ou stresse. Portanto, fazem um lanche às 16 horas, mas se às 17 horas estiverem nervosos, podem ir à lancheira outra vez. E se calhar às 20 horas podem lá voltar para ir buscar uns tremoços, porque estão a fazer o jantar e cozinhar dá sempre vontade de picar alguma coisa. Esta liberdade que dou aos meus pacientes é o que faz a diferença. Eu já passei por isso.

agata roquette
Charlotte Valade/Contraponto Editores

E como é que gerimos o mal estar emocional ao jantar, que é quando recomenda o corte de hidratos?
Digo aos meus pacientes que, depois de um dia de trabalho mais complicado, devem fazer um jantar que lhes dê mais prazer. E isto é possível mesmo sem hidratos. Aconselho muito uma omelete, com cebola, cogumelos, muitos legumes. Comer um lombinho com uns brócolos, assim sem graça, num dia em que se está em baixo, não é bom. Devemos fazer isso nos dias em que estamos bem dispostos e em que tudo correu lindamente. Não nos podemos esquecer que procuramos prazer na comida. Portanto, uma pessoa que chega triste a casa e olha para um prato que não seja apetecível vai continuar à procura. É assim que vêm as bolachas, as tostas e os chocolates. Neste livro eu falo dos pratos que dão mais prazer e que são bons para quando a pessoa chega a casa depois de um dia mau.

Com a moda do saudável no Instagram, há muitas receitas. Às vezes dá-nos a sensação que para comermos bem temos de preparar um prato só com ingredientes novos e complexos.
Não resulta. Não pode ser mais um drama comer saudável. Tem de ser uma rotina muito prática. O saudável não é só os pimentos e beringelas recheadas no forno. Não temos tempo para isso. A nossa vida já é tão complicada que a alimentação tem de ser mesmo a mais prática possível. Mesmo neste livro, o conselho que eu dou sempre é que as pessoas façam comida básica: arroz, lombinho de frango, ovos, feijão frade com atum, que é uma coisa que não dá trabalho nenhum. É saudável e tão rápido como pôr uma comida processada no forno. São as coisas que fazíamos antigamente. A minha mãe comprava quase todos os dias legumes e frutas, cozinhava pratos rápidos, sem nunca descurar da qualidade da alimentação. Não havia metade dos alimentos processados que há hoje.

Como é que os seus pacientes reagiram à quarentena?
As pessoas em quarentena engordaram, em média, três a cinco quilos. Eu noto nas minhas pacientes quando voltaram. Muitas desligaram um bocadinho quando começaram aqueles primeiros 15 dias de Estado de Emergência, quando estávamos todos meio assustados, sem querer pensar em dietas. Mas passado 15 dias já estava tudo a querer consultas online. É normal este aumento de peso, estávamos todos ansiosos, com medo. E isso dá sempre vontade de comer. A única coisa que nos tira a fome são divórcios e desgostos amorosos.

"As pessoas estão tão obcecadas e com um excesso de preocupação com a imagem, que eu nem consigo imaginar o que é ser uma adolescente com 90 quilos nesta fase"

É uma nutricionista que já sentiu o que sentem os seus pacientes, porque também aumentou muito o peso e depois perdeu.
Eu patinava desde os 5 anos e treinava quatro horas por dia. Quando deixei, antes de entrar para a faculdade, nunca pensei que fosse engordar, porque nunca tinha tido problemas de peso. De repente, deixei de treinar e aquelas quatro horas foram ocupadas por tempos sentada a estudar e a comer bolachas, que era uma coisa que nunca comia. Lanchava sempre o pãozinho que a minha avó me fazia. Queria entrar em dentária e a média era muito alta. Em 4 meses, de repente, deparei-me com o corpo todo alterado. Tinha 58 quilos e dou por mim com 73, com o corpo mais ou menos deformado porque passei a praticar zero desporto. Não soube lidar com esse aumento. Não era o fim do mundo, porque tinha 1 metro e 71. Mas esses 14 quilos fizeram-me muito mal, tive muitos problemas com comida. No primeiro mês da faculdade, só comia um iogurte por dia. Emagreci, mas voltei ao mesmo peso, porque não aguentei, claro.

Comecei a comer e a subir o peso: engordei 15, mais 5, mais 3, até chegar aos 90 quilos. Tive bulimia nervosa com alguns episódios de anorexia nervosa. Foram sete anos obcecada com a comida. Era magra e de repente fiquei mais gordinha. Olhava para as minhas amigas, todas super magras, giras e surfistas, e sentia-me muito mal. Deixei de ir à praia e à piscina. Quando ia, não tirava a roupa ou enrolava-me à toalha e não saia do mesmo sítio. Para um adolescente não é fácil. Foi muito complicado. Hoje se tivesse 90 quilos ficava triste, mas não fazia tantos disparates. Mas naquela idade as pessoas só pensam no corpo, nos cabelos.

Como é que vê a forma como a sociedade portuguesa trata as pessoas com excesso de peso?

Acredito que haja ostracização em Portugal, não sei se se sente gordofobia como se sente em muitos outros países, em que há mesmo descriminação da obesidade. Cá acho que se algum preconceito mas só nalguns factores.

Quais?
Um deles é a nível de trabalho. Acredito que um obeso seja rejeitado para trabalhos mais esforçados ou que exijam mais energia e rapidez. A obesidade é associada a desleixo e raramente as pessoas associam a problemas de saúde ou a fases em que a parte emocional da pessoa se vai muito a baixo e a pessoa acaba por compensar na comida. Sem dar quase por isso vê-se com mais não sei quantos quilos e viciada em comida de conforto (doce ou crocante ou em quantidade). Não se sente bem física e psicologicamente e tenta perder peso, mas como não está com força psicológica acaba por comer outra vez e anda neste ciclo.

Sentiu isto na pele?
Eu passei por isso, embora nunca sentisse verdadeira descriminação. Mas no consultório, já a dar consultas (comecei a dar consultas com 88 a 90 quilos), sentia que as pessoas saíam sem me dar credibilidade, uma vez que estava acima do peso. Deviam pensar porque é que não perdia o peso, porque estaria eu assim sendo nutricionista. Vários pacientes perguntavam-me se estava grávida porque na sua cabeça só poderia ser essa a razão. E muitos amigos e familiares que me viram menos durante o ano em que engordei mais, perguntavam-me: “O que é que te aconteceu?”, “Estás mais gordinha, até tens uma cara engraçada mas é uma pena te deixares engordar assim”. Tenho muitos pacientes que dizem lhe darem lugar nos autocarros ou deixar passar à frente nos supermercados por acharem que a pessoa está grávida.

O que é que isto representa para uma pessoa obesa?
Tudo isto para um obeso são 'facadas' . Eu, pelo menos, sentia facadas cada vez que me diziam uma coisa destas, e pensava para mim, “É agora, isto tem mesmo que me dar força para perder peso". Mas no fundo estava triste com os comentários e, no próprio dia, voltava a comer tudo outra vez compulsivamente.

Hoje também já há distúrbios alimentares associados a quem fica obcecado no saudável. É a ortorexia.
Sim. Não tenho números, mas se na minha geração tive os problemas que tive, eu nem imagino agora com a pressão que há. Nós não tínhamos Instagram, todas estas novas modelos. As pessoas estão tão obcecadas e com um excesso de preocupação com a imagem, que eu nem consigo imaginar o que é ser uma adolescente com 90 quilos nesta fase. A questão das perturbações alimentares deve estar muito pior do que quando passei por estes problemas. É que, além do Instagram, há ainda as mil e uma dietas detox ou coisas como “perca 10 quilos em cinco dias”.

"Hoje em dia a oferta é enorme e os miúdos experimentam e gostam porque aquilo é feito para os miúdos gostarem. Estamos a adotar muito o estilo americano. Depois, também não se mexem. Na altura não havia Playstation."

Isto é especialmente duro para as mulheres.
As mulheres sofrem mais destes distúrbios, embora note um aumento de rapazes em consulta que querem aumentar a massa muscular. Querem ficar secos, provavelmente porque veem no Instagram aqueles homens todos musculados e fit. Um adolescente olha para eles e quer ser igual. Não sei o que é que vai acontecer a esta geração. Em termos de adolescência, nem consigo prever as repercussões que isto vai ter. As pessoas esticam-se, põem-se magras, com os dentes brancos. É tudo tão falso.

"Os pais têm de mandar o lanche na lancheira e por os miúdos a comer na cantina"

Mas apesar de tanta informação sobre alimentação, os casos de obesidade continuam a aumentar.
As pessoas têm informação. Eu até digo que elas sabem sobre tudo aquilo que eu escrevo. Mas não aplicam. Ao mesmo tempo, há cada vez mais alimentos processados. E depois há os lanches que os miúdos levam para as escolas, que não são lanches nenhuns. Muitos dos amigos dos meus filhos levam fritos para comer de manhã, que também podem comprar no bar. Há 30 anos isto não existia. Comíamos pão e fruta. De vez em quando, levava-se um bolo de iogurte, feito pela avó. Nada era falso. Hoje em dia a oferta é enorme e os miúdos experimentam e gostam porque aquilo é feito para os miúdos gostarem. Estamos a adotar muito o estilo americano. Depois, também não se mexem. Na altura não havia playstation. Por isso, acho que os pais têm de mandar o lanche na lancheira e pô-los a comer na cantina. Além disso, devemos incentivar o culto do desporto desde cedo, porque pode evitar muitos problemas.

Como é que faz com os seus filhos?
Faço isso. Os meus filhos não têm acesso ao bar, excepto o mais velho. Levam o tal pão, fruta e iogurte. Percebo que seja mais prático por-lhes os pré-feitos na lancheiras, porque é tudo muito fácil de comer e adquirir. Mas fazer um pão com manteiga ou queijo com uma banana e um iogurte é do mais simples possível. Além disso, comem na cantina, onde a comida é normal. Só há um almoço mais desequilibrado uma vez por mês, que não tem mal nenhum.

Quando são miúdos é fácil controlar, na adolescência é mais complicado.
Sim, vejo nas escadas das Amoreiras miúdos a comer pacotes de batatas fritas e a refrigerantes a toda a hora. São coisas que compram no supermercado.

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