Espanha já soma 98 casos, mas Portugal lidera a lista de países com mais infetados por milhão de habitantes. A Direcção-Geral da Saúde já registou 74 pessoas infetadas em pouco mais de uma semana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) também já comentou a recente propagação "fora do comum".

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"Não sabemos se estamos a ver apenas a ponta do icebergue", disse Sylvie Briand, chefe de prevenção e preparação para epidemias e pandemias da OMS, em declarações citadas pelo "Diário de Notícias".

A especialista explicou que "ainda estamos do início" e que a OMS sabe que serão registados "mais casos nos próximos dias". No entanto, garante que o cenário atual não deve ser motivo de "pânico". "Esta não é uma doença com a qual o público em geral se deve preocupar. Não é a covid ou outras doenças que se espalham rapidamente", frisou.

Afinal, como se transmite?

A varíola dos macacos, mais precisamente o vírus que lhe dá origem (do género Ortopoxvírus), é semelhante ao da varíola, que foi erradicada há mais de 40 anos. Os especialistas continuam a estudar as variantes deste vírus, no entanto, sabe-se que o contágio entre humanos é raro, mas possível.

O vírus pode transmitir-se através do contacto com uma pessoa ou animal infetado ou por materiais contaminados, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), e não tem qualquer ligação direta ao género ou orientação sexual, como especialistas já reforçaram.

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Entra no corpo através de partes danificadas na pele, por gotículas respiratórias ou fluidos corporais, sendo que a transmissão também pode acontecer a partir do contacto com animais mortos ou do consumo de carne de caça, noticia o jornal "Público".

A maioria dos infetados de que há registo são homens, com idade igual ou superior a 40 anos, no entanto o primeiro caso confirmado de varíola dos macacos numa mulher foi detetado em Espanha, na comunidade de Madrid. O caso foi comunicado esta quinta-feira, 26 de maio, pela agência EFE, posteriormente citada pela TSF.

Quais são os sintomas?

A infeção com varíola dos macacos provoca sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, arrepios de frio e exaustão.

Sendo que um sintoma comum, que se manifesta geralmente entre o primeiro e o quinto dia após a febre, é o desenvolvimento de erupções cutâneas. Tanto na cara como no corpo.

O vírus pode ficar incubado entre seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21, daí o isolamento prolongado definido pela Bélgica. Quando a crosta cai, uma pessoa deixa de ser infecciosa, avança o "Diário de Notícias".

Até à data, a varíola dos macacos tende a provocar uma "doença leve", por isso, os sintomas desaparecem espontaneamente duas a três semanas após a infeção. No entanto, o ECDC avança que as pessoas imunocomprometidas estão especialmente em risco de ter doença grave provocada por este vírus.

E as vacinas?

A União Europeia já terá decidido avançar com a compra conjunta de vacinas e de antivirais para combater os recentes surtos de varíola dos macacos. De acordo com o jornal "Público", a hipótese de vacinação está em cima da mesa, mas ainda está a ser estudada pela Comissão Técnica de Vacinação da DGS.

Margarida Tavares, porta-voz da DGS para este surto, já avançou a possibilidade de Portugal apostar na vacinação para profissionais de saúde e pessoas imunocomprometidas, no entanto ainda não certo quando (ou se) esta vai mesmo para a frente.

Ao que se sabe, Portugal não vai comprar directamente vacinas ou usar as vacinas contra a varíola que existem nas reservas nacionais, tendo em conta que a compra será concertada e conjunta com os países-membros da União Europeia, escreve a mesma publicação.

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