A série "1986" estreou na RTP em 2018 e volta a ser falada a propósito da guerra da Ucrânia. A relação de uma série de comédia sobre os anos 80 com o conflito? O facto de algumas cenas do formato criado por Nuno Markl terem sido reproduzidas por estudantes ucranianos para um projeto do 2.º ano da universidade, entre os quais está Vladlen, que trabalha no Centro de Língua Portuguesa em Kyiv.

"O Vladlen é um estudante e tradutor ucraniano. Trabalha no Centro de Língua Portuguesa em Kyiv e tem estado a ajudar os jornalistas portugueses. Em 2019, ainda algo longe da tragédia que está a acontecer na Ucrânia, começou a história de amor entre o Vlad, os seus colegas e a minha série da RTP, 1986. Nessa altura, para um trabalho escolar, eles puseram a 'fanzice' a render: e, de repente, houve ruas de Kyiv que se transformaram no meu bairro de São Domingos de Benfica, e o Vlad e os seus amigos recriaram cenas da série, vestindo a pele das personagens com um entusiasmo contagiante", conta Nuno Markl na descrição de uma fotografia de Instagram.

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O humorista soube da recriação pelo jornalista da CMTV Francisco Penim e, como forma de agradecimento, enviou um vídeo para o tradutor ucraniano, que entretanto já respondeu a Nuno Markl.

"O vídeo foi feito com muito carinho pela sua criação. Queríamos tipo imitar/reproduzir o 1.º episódio da série '1986', assim aperfeiçoando o nosso português e reproduzindo ao mesmo tempo as falas dos heróis da série. E na verdade, graças a vídeos como este conseguimo-nos distrair do que se passa fora... Estou a sentir mesmo um apoio enorme e são estes os vídeos com a ajuda dos quais nos conseguimos manter contentes e com a fé que a vida normal existe, e que logo voltaremos a esta", pode ler-se na mensagem citada pelo radialista.

Nuno Markl mostrou-se bastante sensibilizado com o facto de, numa altura sensível, a série criada por si ser como um escape para os estudantes ucranianos, que mostram nos vídeos uma parte da Ucrânia ainda intacta. "Sei que o Vlad e os amigos continuam a trabalhar os guiões de '1986' e a traduzi-los para ucraniano e que as desventuras daquele bando de putos na São Domingos de Benfica de 86 é um escapismo — para mim inesperado, mas comovente", remata Nuno Markl numa segunda publicação na qual partilha o vídeo completo feito pelos estudantes e a história bonita que termina com uma mensagem especial.

"Eu sabia que a nossa série ainda vivia, mas isto é toda uma outra vida", remata Markl.

Mais corredores humanitários e reorganização das forças russas

Para esta quarta-feira, 23 de março, esperam-se mais nove corredores humanitários para a retirada de civis das cidades que têm sido alvo de ataques russos. Vereshschuk, Zaporizhzhia são duas delas, assim como Brovary, na região de Kiev, avança a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk.

Lugansk também conseguirá algumas horas de cessar-fogo esta quarta-feira, segundo o governador da região, Serhiy Gaidai, sendo que os corredores humanitários farão a ligação entre Nyzhnje e Rubizhne rumo a Bakhmut.

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Sobre o avançar da guerra, sabe-se ainda que as tropas russas estarão a reorganizar-se e também a tentar cercar Mykolaiv de modo a conseguir chegar a Odessa, avança o relatório desta quarta-feira, 23, do Ministério da Defesa britânico.

O número de refugiados ucranianos aumenta de dia para dia — são já mais de 3,5 milhões, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) — e Portugal já acolheu 17.504, de acordo com o primeiro-ministro, António Costa, numa conferência de imprensa esta terça-feira, 22. 

Deste número, um terço diz respeito a menores (mais de 6 mil), conforme avançado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) à agência Lusa, citada pelo jornal "Expresso". O inspetor do SEF Filipe Mimoso avança ainda que muitos deles chegam com familiares, como primos, tios ou avós, mas sem pais. Só esta terça-feira, 22, o SEF respondeu a 6594 pedidos de proteção temporária de menores ucranianos.

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