A situação de alerta devido ao risco de incêndio no País foi prolongada pelo governo na reavaliação desta terça-feira, 19 de julho, e vai manter-se até quinta-feira, 21, dia em que será feita nova avaliação. A análise teve em conta o aumento das temperaturas previsto para esta quarta-feira, e perante o cenário para os próximos dias, e os fogos de Chaves e Murça ainda ativos, é provável que não termine.

A partir de 22 e 23 de julho, poderá "haver um recrudescimento da temperaturas e o aumento da percentagem do território nacional que se encontrará em risco de seca extrema. Por isso, no dia 21 reavaliaremos os termos", disse o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, em conferência de imprensa, citado pela SIC Notícias.

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A situação de alerta, o nível mais baixo previsto na Lei de Bases da Proteção Civil, implica várias proibições, como é o caso do acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais previamente definidos, da realização de queimadas, de trabalhos nos espaços florestais com recurso a maquinaria e motorroçadoras ou utilização de fogo-de-artifício.

Tudo isto no sentido de prevenir mais incêndios no País, onde atualmente ainda estão a ser combatidos os incêndios de Chaves e Murça, no distrito de Vila Real, que pelas 7h desta quarta-feira mobilizavam mais de 900 operacionais, com o apoio de 314 meios terrestres, segundo dados da proteção civil, de acordo com o jornal "Público".

O incêndio de Murça, que começou em Cortinhas, no domingo, 17, é aquele que mais operacionais mobiliza, e o de Chaves, que começou na sexta-feira,15, na freguesia de Bustelo e esta terça-feira de manhã estava já em fase de consolidação e rescaldo, obrigou a um reforço durante a tarde, uma vez que passou novamente de Espanha para Portugal. O vento foi o principal responsável pelo reacendimento das chamas, que proliferarem para as aldeias de Lamadarcos e Mairos.

Contudo, às 8h49 desta quarta-feira, o incêndio em Bustelo, Chaves, foi dado como em fase de resolução, de acordo com a página da Proteção Civil.

Além destes, há outros 25 incêndios em curso ou fases de resolução e conclusão em Portugal continental, que estão a ser combatidos por mais de 1.200 operacionais no terreno esta quarta-feira.

Temperaturas aumentam mortalidade em Portugal

A temperatura máxima vai voltar a subir esta quarta-feira, em especial no interior, com o termómetro a chegar aos 38ºC em Évora e Beja, de acordo com a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O cenário levou o instituto a colocar 35 concelhos dos distritos de Faro, Santarém, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Guarda e Viseu em perigo máximo de incêndio rural — medido a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas — e nove distritos sob aviso amarelo devido ao calor.

Previsão do IPMA para quarta-feira, 20 de julho
créditos: IPMA

A vaga de calor tem-se feito sentir um pouco por toda a Europa e em Portugal continental e ilhas durante o mês de julho e por cá as temperaturas extremas já levaram à morte de 1.063 pessoas, tal como revelou a Direção-Geral da Saúde (DGS) esta segunda-feira, segundo a CNN Portugal. Este número é correspondente ao período entre 7 e 18 de julho. A desidratação e descompensação de doenças crónicas terão sido as principais causas das mais de mil mortes devido ao calor, refere a DGS.

Para proteger-se nos próximos dias, evite a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11 e as 17 horas, reforce o consumo de água e não conduza nas horas de maior calor. Estas são apenas algumas das recomendações da DGS, mas há mais que pode ver aqui.

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