O medicamento Katfrio, o fármaco usado no tratamento da fibrose quística que ficou conhecido em Portugal graças a Constança Braddell, foi aprovado para utilização nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, bem como uma nova indicação terapêutica do medicamento Orkambi, anunciou o Infarmed, tal como escreve o "Observador".

Fibrose quística. Diagnóstico precoce e tratamento atempado são cruciais para os doentes
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Assim, o Katfrio já pode ser usado em doentes de idade igual ou superior a 12 anos, num determinado regime terapêutico, explica a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde. Já o medicamento Orkambi, está aprovado para tratamento da fibrose quística em crianças com idades entre os 2 e os 11 anos.

A aprovação deste medicamento foi algo pelo qual Constança Braddell sempre lutou, desde o seu primeiro apelo a 4 de março de 2021. Na altura, a jovem de 24 anos, diagnosticada com fibrose quística, descobriu a existência do Katfrio, algo que podia ajudar muito a sua condição de saúde — não curando a doença, o fármaco pode prolongar a vida de um doente com esta patologia.

À época, o Kaftrio ainda não era comparticipado em Portugal devido às "negociações intermináveis para aprovação do financiamento do mesmo" pelo Infarmed, escreveu a jovem num apelo que se tornou viral. "Não quero morrer, quero viver. Nunca pensei chegar ao ponto de ter de escrever sobre a iminência da minha morte. Sobre esta doença que me assombra há 24 anos: fibrose quística."

Poucos dias depois de o caso se tornar conhecido, mais precisamente a 9 de março, o Infarmed aprovou 14 pedidos de Autorização de Utilização Especial (AUE) do Kaftrio, incluindo o de Constança Braddell, que chegou a ter acesso ao medicamento. Mesmo com a nova terapêutica, e sem qualquer relação com a utilização do fármaco Katfrio, a jovem acabou por morrer a 11 de julho, depois de sofrer um pneumotórax (presença de ar na cavidade pleural que leva ao colapso total ou parcial do pulmão), que resultou no agravamento do seu quadro clínico.

A fibrose quística é uma doença genética que está associada a problemas pulmonares e até nutricionais. Não tem cura e, todos os anos, nascem em Portugal entre 30 a 40 crianças com esta patologia.

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