Até ao próximo domingo, 14 de junho, os restaurantes, os cafés e as pastelarias de Lisboa vão passar a funcionar com uma limitação horária e com a impossibilidade de alargarem as suas esplanadas. A informação foi dada esta quarta-feira, 10, pela Câmara de Lisboa, como uma das medidas preventivas para evitar aumentar os números de infeção pelo novo coronavírus durante os festejos dos Santos Populares.

"Em plena quadra de santos populares e com a sucessão de feriados nos próximos dias, estão em vigor na cidade de Lisboa um conjunto de normas destinadas a evitar a realização de eventos ou o funcionamento de atividades que possam originar largas concentrações de pessoas e colocar em causa o cumprimento das regras da Direção-Geral da Saúde em matéria de distanciamento Social", lê-se no comunicado enviado às redações pela Câmara Municipal de Lisboa.

E as regras começam a ser aplicadas já a partir desta quarta-feira. Pastelarias e cafés têm obrigatoriamente de fechar até às 19 horas e só poderão abrir às oito horas do dia seguinte. Os restaurantes, no entanto, poderão manter-se em funcionamento até à meia-noite. Nesta categoria de estabelecimentos incluem-se também as casas de fado que não poderão deixar entrar mais clientes a partir das 23 horas, adianta o jornal "Expresso".

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Mas as limitações não se ficam por aqui: é que além de nenhum destes estabelecimentos poder alargar as suas esplanadas, o mesmo aplica-se a todo e qualquer "mobiliário urbano" novo — como mesas, grelhadores ou fogareiros. A ideia é evitar ajuntamentos que facilitam a propagação da COVID-19 em comunidade.

Quanto às lojas de conveniência, essas vão ter de fechar às 16 horas e só poderão reabrir às oito horas do dia seguinte. Já as estações de serviço de Lisboa estarão proibidas de vender bebidas alcoólicas entre as 16 horas e as dez.

No mesmo comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa assegurou que as autoridades de segurança "vão estar em força nas ruas" da cidade, com a mobilização de mais de mil agentes da Polícia Municipal e da Polícia de Segurança Pública com o objetivo de fiscalizar "o incumprimento deste despacho" que tem "tolerância zero para quem não cumprir".

No boletim epidemiológico atualizado esta quarta-feira, 10 de junho, pela Direção-Geral da Saúde, Portugal regista já 35.600 casos ativos de infeção e 1.497 mortes causadas pela COVID-19.

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