Com 47 anos feitos esta quarta-feira, 11 de novembro, Cláudio Ramos faz um balanço positivo do seu último ano. Em entrevista à MAGG, o apresentador revelou que se sente realizado na TVI e que tem boas expectativas para o futuro no canal, pelo qual deixou a SIC após 18 anos de trabalho.

O apresentador avalia os já oito meses na TVI como "absolutamente dentro das expectativas, apenas contrariado pela mudança que todos sofremos por conta da pandemia".

"Cresci imenso em todos os aspetos e, principalmente, que foi por isso que mudei, saí da minha zona de conforto, onde era o melhor há já muito tempo", acrescentou, referindo-se ao percurso que fez enquanto apresentador e comentador de assuntos do social no canal de Paço de Arcos.

Questionado sobre se apresentar o "BB2020" foi o desafio da sua vida, Cláudio é perentório: "Não diria que foi o desafio da minha vida. Já tive outros em outras alturas e espero vir a ter mais. Mas ainda assim, foi um gigante desafio, tendo em conta aquilo que estávamos a atravessar. Foi um desafio que correu muito bem, em todos os aspetos. Eu fiquei mega satisfeito, o público também e a TVI igualmente", frisou. E o apoio veio mesmo de todo o lado: "A Leonor [a filha] e o seu grupo de amigas eram fãs do trabalho do pai, daquele 'Big Brother' e daqueles concorrentes".

Poucos meses depois de Cláudio ter chegado à TVI, também Cristina Ferreira voltou à "casa-mãe" para ser diretora de entretenimento e ficção. "Eu sempre tive a sensação de que ela sairia da SIC e voltaria à TVI. Já lhe tinha dito isso. Não achei que fosse tão cedo, mas vi com naturalidade", afirmou o profissional.

"A Cristina tomou uma decisão que eu aceitei e o que falei com ela e ela comigo sobre isso, naquele dia, fica no gabinete dela"

Uma das primeiras decisões da apresentadora foi retirar Cláudio da condução do "Big Brother", mas o profissional não se sentiu beliscado. "A Cristina tomou uma decisão que eu aceitei e o que falei com ela e ela comigo sobre isso, naquele dia, fica no gabinete dela. A sua obrigação enquanto diretora é fazer o que considera melhor para a antena e tem que contar com o apoio da equipa. Fez o que achou que devia fazer e eu aceitei a decisão e preparei-me para apresentar a última gala. Nestas coisas sou muito prático. Eu não misturo vida pessoal com profissional, e enquanto apresentador da casa era o que tinha que fazer. Apresentei a última gala e fui de férias", explicou Cláudio Ramos à MAGG.

Sobre a nova edição do "Big Brother" apresentada por Teresa Guilherme, Cláudio confessa que não acompanha o programa. "Aconteceu o mesmo quando saí d'O Programa da Cristina'. Nunca mais o vi. Aconteceu o mesmo com o 'Passadeira Vermelha'... Faço o luto das coisas desta maneira", admitiu.

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Mas agora o luto vai chegar ao fim. Em janeiro chega uma nova edição do reality show e Cláudio vai ter de enfrentar um novo desafio ao lado de Teresa Guilherme. O apresentador conta que reagiu com "surpresa e entusiasmo" quando soube que ia apresentar o "Big Brother - Duplo Impacto" com a "rainha dos reality shows". "Acho que tudo acontece por uma razão e estar de regresso ao formato, ao lado da Teresa, só pode ser uma mais valia profissional para ambos mas, acima de tudo, para o público, que ganha dois registos diferentes no mesmo formato", afirmou.

A MAGG questionou Cláudio sobre o que é que os portugueses podem esperar da nova edição do programa da estação de Queluz de Baixo, mas não avançou com pormenores: "Isso agora é que não posso dizer nada", afirmou, em tom de brincadeira.

O passado na SIC e o futuro na TVI

Sobre o percurso na estação de Francisco Pinto Balsemão, o profissional sente-se agradecido. "Fiz inúmeras coisas na SIC, mas claro que o mundo das celebridades foi o que mais se destacou e aconteceu porque não há ninguém no País que fale de celebridades como eu. Foi uma coisa em crescendo. É preciso saber para falar e para lá de saber é preciso ter o dom de fazer televisão, com o que se sabe. Há gente que sabe sobre o tema, mas não sabe nem devia fazer televisão", confessou.

"Assim, manifestei a minha vontade de sair. Não tenho nada contra o registo que me popularizou, só não havia mais nada para fazer nele. Agora, é preciso que apareça gente com talento e faça igual. E, neste caso, talento não é vaidade. É talento mesmo!  Eu, se entender que ganho alguma coisa com isso ou que dou ao espectador algo de novo, claro que volto ao registo. Sem nenhum problema. Era o que faltava", admitiu Cláudio Ramos.

A propósito do futuro, o rosto da TVI não descarta a possibilidade de apresentar um programa diário. "O daytime é o espaço da televisão feito para um público que precisa muito da televisão. É um horário nobre, ao contrário do que muitos dizem. É o que eu gosto de fazer. A maioria dos profissionais da área desprezam o daytime, mas é preciso estofo e uma ginástica gigante de comunicação. Eu tenho-a. O tempo dirá se serei ou não apresentador de daytime. No próximo ano, esperam-me outras aventuras que também fazem parte do caminho e estou muito focado nelas", contou à MAGG.

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Nas redes sociais, mostra sempre o seu trabalho em televisão mas também revela um pouco da vida pessoal. Apesar de não se achar um influenciador digital, confessa que gosta de se divertir na internet. "Se com isso me mostro mais a quem me segue de uma maneira que os aproxima, ótimo. Fico feliz. Mas não pretendo influenciar ninguém. Eu não sou influenciável, parto sempre do princípio que os outros também não são e o que acontece é uma partilha de coisas", frisou.

O apresentador já revelou que não pretende trabalhar muitos mais anos em televisão, pois não quer que a televisão lhe falhe. "Há muito que não dependo da televisão para viver e organizei o meu futuro em vários sentidos. Sou organizado o suficiente e trabalho há trinta anos. Se tudo correr como imagino... falharei eu mais depressa à televisão que a televisão a mim", rematou.

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