Em trabalho e em lazer, Cláudia Almeida e Silva sempre viajou muito. E sempre que dava a provar aos amigos estrangeiros algum dos nossos vinhos, queijos ou charcutaria, a reação era sempre a mesma. "Isto cá era um sucesso", fosse esse 'cá' na Alemanha, Inglaterra ou Suíça. E foi aí que pensou: se isto seria um sucesso lá fora, porque não fazer disto um sucesso cá dentro?

Foi com esta premissa de valorização do produto português que se candidatou ao concurso para aquilo que virá a ser a parte de restauração do Hub Criativo do Beato. Foi-lhe adjudicado e eis que nasce a Praça, um projeto que quer, acima de tudo, que as pessoas saibam o que estão a comer e quem são as mãos que, literalmente, fazem nascer aqueles produtos.

Reuniu uma equipa e, durante um ano, percorreram todo o País à procura dos produtos e dos produtores. "Descobri sabores incríveis", garante Cláudia à MAGG. Mas não quer que essa descoberta seja um segredo bem guardado. "Isto tem de chegar ao consumidor  urbano", refere. Mas de uma forma especial.

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Enquanto o Hub Criativo do Beato ainda está em fase de construção, Cláudia fez acelerar o projeto em formato digital. No site do Praça tem acesso a todos aqueles produtos que Cláudia acha que todos devíamos provar.

Aqui não há cabazes e cada um encomenda o que quiser. "Vamos ser o maior mercado online de produtos sustentáveis, orgânicos e produzidos de forma artesanal", garante.

São mais de 700 produtos, mas não é de números que queremos falar. "Queremos dar rosto ao produto", refere Cláudia. É por isso que se escolher figos pingo de mel, bem típicos da época, vai saber que eles vêm da Horta do Adão que, nem de propósito, é o produtor em destaque esta semana. Se quiser saber mais, vai perceber que aqueles pecados doces em forma de fruta produzidas por Carlos Piedade, de 41 anos, que se virou para a agricultura biológica em 2011. Se preferir queijo da serra, vai perceber que o escolhido vem da Queijaria Dos Lobos, uma pequena empresa familiar localizada em Gramaços, em Oliveira do Hospital.

Todos esses produtos estão disponíveis no site e podem ser encomendados com entrega em casa (na versão express, a entrega é feita em três horas), na Grande Lisboa, Cascais, Sintra e Setúbal.

Chefs e produtores a trabalhar em parceira

O que para já acontece apenas online, vai ter uma versão física em breve. A apresentação do plano que vai ocupar o Hub Creativo do Beato acontece em Outubro e Cláudia espera que em maio de 2021 se possa, finalmente, ir comer ao Praça.

Mas não espere daqui um restaurante. Sem adiantar pormenores, fala de vários espaços e chefs, que em comum têm o facto de trabalharem apenas com estes produtos que a equipa selecionou. Além disso, os produtores vão andar por lá também. "Queremos trazê-los cá e pô-los a apresentar o produto que conhecem como mais ninguém", refere Cláudia, "no fundo, é humanizar aquilo que temos feito com a Praça online".

A Praça
Dona Otávia é uma das produtoras em destaque. Produz salsichas de forma artesanal em Portalegre.

Para já, enquanto o a área de restauração do Hub não está pronta, pode ter uma antevisão do que aí vem com o Praça pop up que serve um menu que acompanha a programação de concertos e DJ set da Casa Capitão.

Bernardo Agrela é o chef de serviço e dos pratos, pensados para partilhar, fazem parte tábuas de queijo e enchidos com pão (média 10,90€/grande 19,90€); salada fria com pickles (4,90€); alheira de Mirandela com salada de maçã e acelgas (7,50€); vitela mirandesa DOP com batata frita (19,50€) ou kebab de borrego alentejano com batata (8€).

O melhor de tudo é que debaixo do nome de cada prato estão, não só os ingredientes com que é feito, mas também o nome dos produtores de origem. A melancia é do Sr. Alcides, os coentros vêm da Quinta das Amélias, a abóbora e batatas da Quinta de Sao Silvestre e a alheira é das Alheiras Angelina.

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