Sim, já sabemos que os novos episódios de "La Casa de Papel" estão mesmo quase aí e que "Eu Nunca" dominou o top da Netflix em Portugal durante várias semanas. Mas e as séries escondidas de que quase ninguém fala? Aquelas que raramente aparecem nos tops e não têm grande promoção nas redes sociais da empresa? Não é por estarem mais escondidas que não merecem ser vistas.

É o caso de "Derry Girls", uma sitcom irreverente e muito ácida, ou a mais recente "Hit & Run" que é adequada para os fãs de "Fauda" — até porque o protagonista é o mesmo. Estas são apenas duas das nossas sugestões mais escondidas da Netflix que, achamos, valem a pena espreitar numa altura em que as novidades de séries são poucas, muito devido ao impacto da COVID-19 na indústria.

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Sugerimos ainda séries fofinhas como "Hilda" ou mais intensas como "Fariña" para agradar a todo o tipo de espectador. Mas descobrimos também uma produção que acompanha a ascensão de um empreendedor ao estatuto de "rei da pornografia" no Japão.

Aqui estão as nossas sugestões de 10 séries da Netflix que provavelmente não viu e que, achamos, tem mesmo de ver.

"Derry Girls"

A série é tudo menos nova, mas arriscamos dizer que, ainda que esteja disponível na Netflix, passou despercebida em Portugal.

A série desenrola-se na Irlanda do Norte, numa altura em que há bombardeamentos constantes de grupos paramilitares em protesto contra a permanência do país no Reino Unido. Apesar de ter um contexto político e social tenso como fio condutor, "Derry Girls" é leve, cómica e sempre ácida.

Neste universo, as bombas só são incómodas porque impedem as personagens de saírem de casa com os amigos, de irem a um concerto à noite e de terem uma vida o mais próxima possível da normalidade.

No catálogo português da Netflix estão disponíveis duas temporadas.

"Kalifat"

Fãs de "Segurança Nacional" e "Fauda", esta é para vocês.

A história passa-se em Raqqa, na Síria, ainda dominada pelo autoproclamado Estado Islâmico (EI). No centro da história está Pervin (Gizem Erdogan) que vive em Raqqa com o marido, militante do EI, que se prepara para organizar um atentado terrorista na Suécia.

O atentado, sabe-se depois, são na, verdade, três. Pervin é só uma das milhares de mulheres radicalizadas pelo grupo na Suécia e que se decidem juntar ao EI depois de lhes prometerem uma vida melhor e em comunhão constante com Deus.

As promessas, no entanto, não passam disso. A série é intensa e cheia de reviravoltas inesperadas.

"Line of Duty"

Fãs de policiais britânicos, temos uma sugestão para vocês. "Line of Duty" põe a polícia a investigar a polícia quando, percebemos logo no primeiro episódio, é descoberto todo um historial de corrupção estrutural que contamina as forças de autoridade há vários anos.

A história a acompanha os esforços de vários agentes anti-corrupção à medida que se veem a braços com os dilemas de investigar os colegas e, muitas das vezes, descobrir segredos obscuros sobre aqueles que lhes eram mais próximos.

Na Netflix estão apenas cinco temporadas disponíveis. A sexta já se estreou (e terminou) na BBC, mas ainda não se sabe quando chegara a Portugal.

"Fugitiva"

Esta é de 2018 e também passou despercebida em Portugal. Tal como o nome indica, "Fugitiva" acompanha a vida de uma mulher que, vítima de violência doméstica, engendra um plano para se libertar do seu agressor.

Este, no entanto, por ser um homem com poder e riqueza, faz de tudo para tornar tudo o mais difícil possível.

No total, há dez episódios para ver numa história que mistura elementos do thriller com drama e ação.

"Giri/Haji"

Fã de séries fora da caixa? "Giri/Haji" é isso ao cubo. Aqui há gangsters japoneses, polícias britânicos e uma guerra sangrenta que envolve dois países com culturas muito diferentes uma da outra.

E embora o crime seja cometido em Londres, o acontecimento ameaça desencadear um confronto sem precedentes em Tóquio à medida que a organização criminosa aponta o dedo a todas as fações rivais que, cada uma à sua maneira, têm bons motivos para planear um ataque daqueles.

Na base, trata-se de mais um policial que atravessa vários países. A diferença é que, pelo meio, há uma mudança drástica em género e registo que preferimos não desvendar para não estragar a surpresa.

Vá por nós. Se não gostar, envie-nos um e-mail a reclamar que nós sugerimos outra.

"The Naked Director"

Também passada no Japão, "The Naked Director" conta a história de Toru Muranishi, o empreendedor que, ainda hoje, é considerado o "rei da pornografia" no Japão.

Com duas temporadas disponíveis no catálogo da Netflix em Portugal, esta série dramática acompanha os esforços de um homem que, na década de 80, mudou para sempre a indústria de conteúdos para adultos no Japão.

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Mas fê-lo sempre associado a várias controvérsias e polémicas que a série faz questão de abordar.

"Startup"

Lavagem de dinheiro, fuga à polícia, ricos privilegiados e corrupção. Podíamos estar a falar de "Ozark" ou "Billions", mas, na verdade, trata-se de "Startup", uma série disponível no catálogo da Netflix e protagonizada por Adam Brody.

Nesta história, uma tentativa de lavagem de dinheiro roubado põe empresários, agentes do FBI corruptos e um gangue de Miami a negociar.

Como não podia deixar de ser, as negociações nunca correm como previsto e há dilemas que se vão desenvolvendo à medida que a história vai avançando.

"Special"

Deambulando entre a ficção e a realidade, "Special", uma série de comédia, assume-se num registo quase autobiográfico de Ryan O’Connell, a pessoa que na série dá vida a Ryan e que, tal como a personagem, é um homem gay que sofre de paralisia cerebral.

E esta história parte precisamente desta premissa.

Aqui acompanha-se a entrada de um jovem adulto no mercado do trabalho à medida que este se vê obrigado a lidar não só com as suas primeiras relações amorosas, mas também com o preconceito daqueles com quem se vai cruzando nos mais variados contextos.

"Hilda"

Repita connosco: "Hilda" é conforto do bom. Não sabemos porquê. Talvez porque a personagem principal é fofinha e série, de animação, é sempre alegre, leve e divertida.

É difícil ver "Hilda" e não sorrir. Talvez isso seja motivo mais do que suficiente para a recomendar.

A série de animação acompanha a destemida e rebelde Hilda à medida que vai fazendo novos amigos e ultrapassando os obstáculos que vai encontrando durante a adolescência.

"Fariña"

Para quem tem saudades de "Narcos", mas quando a série ainda tinha alguma qualidade.

Em "Fariña", uma produção galega, a ação passa-se na década de 80. Nesta altura, o setor da pesca sofre drásticas alterações e endivida muitos dos pescadores que dependiam do seu trabalho para garantir que as famílias tinham comida na mesa ao final do dia.

É essa a conjuntura que leva a que, para assegurar a sobrevivência, grande parte dos pescadores recorra ao contrabando de tabaco pelo mar fora — naquele que constitui um pequeno delito punível apenas com uma multa simbólica. E que em nada impede a atividade ilegal.

À medida que o crime aumenta, também começam as disputas sangrentas pelo território.

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