É a partir dos 3 anos de idade que as crianças começam a querer descobrir o mundo, não fosse tão bem conhecida a famosa “fase dos porquês”. E apesar de em idade adulta ainda podermos estar a descobrir quem somos, é nesta fase que começamos a desenvolver a identidade.

Educação. Devem os pais ser os melhores amigos dos filhos?
Educação. Devem os pais ser os melhores amigos dos filhos?
Ver artigo

A roupa e o visual que adotamos é um grande pilar para mostrarmos ao mundo quem somos e as crianças também sentem isso. O seu filho quer ir para a escola com as roupas menos bem conjugadas que alguma vez viu? Não se preocupe e, mais do que isso, evite as proibições.

Catarina Mesquita é psicóloga clínica na Academia Transformar e explicou-nos como é importante darmos às crianças o poder de escolha e o controlo sob o que elas querem vestir.

“É uma maneira de promover autonomia, criatividade e individualidade. São todas competências essenciais para um desenvolvimento normativo”, esclarece a psicóloga à MAGG, acrescentando que é uma forma de “deixar que a criança consiga sentir-se segura para explorar o mundo à sua volta e perceber como é que se insere neste, sabendo que os pais estão sempre ali se ela precisar.”

Catarina Mesquita
Catarina Mesquita, psicóloga clínica da Academia Transformar

Se não se sentir confortável em dar total liberdade ao seu filho para vestir o que quiser, a psicóloga tem um truque. Dê a escolher duas opções predefinidas por si. Desta forma, a criança sente que teve algum controlo sob o que vestir, mas ambas as opções foram consideradas pelos pais. O que tem de ter sempre consciente é o respeito pela individualidade e autonomia da criança. 

Atenção, pais. Mudar de professor durante o primeiro ciclo é bom ou mau? Fomos perceber
Atenção, pais. Mudar de professor durante o primeiro ciclo é bom ou mau? Fomos perceber
Ver artigo

Geralmente, a maior parte da preocupação dos pais vem daquilo que outras pessoas, pais ou professores, possam vir a pensar quando virem uma criança vestida de fada, por exemplo. A psicóloga clínica Catarina Graça salienta como este medo é frequente e que “é uma preocupação dos pais em proteger os filhos de comentários que possam sofrer.” 

Catarina Graça
Catarina Graça é Licenciada em Psicologia Clínica e Psicoterapeuta Supervisora na Clínica da Mente créditos: Facebook

“Mais vale prepararmo-nos para a possibilidade de acontecer. Se os pais, todos eles, tiverem em casa este trabalho, de educação e de preparação, à partida vai haver muito mais respeito. E acho que, se isto começar por casa, aí sim os preconceitos podem vir a diminuir”, sugere a psicóloga.

Até porque tudo não passa de uma opinião dos outros. "Acho que se os pais estão confortáveis com a educação que estão a dar aos filhos e se estão a seguir essa máxima de as deixarem expressar-se e estimularem a criatividade, se tudo estiver bem, determinado e comunicado, é só uma opinião do outro”, relembra Catarina Graça. 

O projeto para crianças que não é um "bicho de sete cabeças". Saiba do que falamos
O projeto para crianças que não é um "bicho de sete cabeças". Saiba do que falamos
Ver artigo

“Quando a criança se sente respeitada e sente que as suas preferências importam, inevitavelmente vai sentir-se mais confiante para avançar com o dia a dia, seja para aprender coisas novas, para explorar o mundo à sua volta ou para ganhar novas competências. Isto acontece não só porque elas estão confiantes e acreditam nelas próprias, porque tomaram escolhas importantes, como sabem que os pais também acreditam e confiam nelas. Isto para uma criança é extremamente importante”, conclui a psicóloga Catarina Mesquita.

As coisas MAGGníficas da vida!

Siga a MAGG nas redes sociais.

Não é o MAGG, é a MAGG.

Siga a MAGG nas redes sociais.

Fale connosco

Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado.