No primeiro dia de confinamento geral, que arrancou na sexta-feira, 15 de janeiro, 60% da população portuguesa não ficou em casa, avançam os dados da empresa PSE, responsável por estudos de mobilidade.

"O que tivemos foi um confinamento de 39,5% da população", diz Nuno Santos, analista de dados, que à TSF adianta que as medidas do Governo tiveram um impacto muito reduzido no comportamento das pessoas.

Face ao "valor natural de confinamento" — ou seja, aos números anteriores a 15 de janeiro — este valor é muito reduzido. "No dia anterior, o confinamento foi de 33%. Nós já sabemos hoje que existe uma fatia da população que está sempre em confinamento", disse o analista, que avança que a maioria das pessoas saiu de casa para trabalhar ou estudar.

Houve, assim, um crescimento muito ligeiro do confinamento face aos números que já se registavam. "O impacto do confinamento, pelo menos nesta sexta-feira, foi muitíssimo reduzido; isto, se quisermos comparar com os níveis de confinamento que tivemos em março e em abril" — em que as percentagens chegaram aos 60% e 70% de pessoas em casa.

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Quanto às diferenças entre sexo e idades, "foram os segmentos etários mais velhos os que tendencialmente mais confinaram", diz Nuno Santos. "As mulheres confinam mais do que os homens", acrescenta, concluindo que existe uma "associação crescente entre idade e confinamento", diz a mesma rádio.

Além disso, em Lisboa e no Porto a mobilidade foi similar. "Não houve diferença no confinamento, a mobilidade foi absolutamente idêntica, tanto no Porto como em Lisboa", disse Nuno Santos. Dois terços das pessoas que sairam à rua fizeram deslocações de longo curso, "maioritariamente profissionais e académicas", diz o analista.

Nuno Santos alerta, no entanto, de que é preciso cuidado na análise dos números, uma vez que o confinamento entrou em vigor há muito pouco tempo. "O controlo da mobilidade será sempre reflexo do que são as próprias medidas. A mobilidade vai estar à dimensão das medidas."

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