O jardim secreto da rede Selina em Lisboa tem um novo restaurante. O Powerplant abriu há cerca de um mês e, tal como o nome indica, coloca a faca e o queijo (vegan) na mão das plantas, que são as protagonistas dos pratos servidos ao pequeno-almoço, ao almoço e ao jantar.

Este espaço integrado no Selina Secret Garden & Cowork fica no rés-do-chão deste hotel de quatro estrelas, com ligação direta às restantes estruturas. A dez minutos a pé do metro do Cais do Sodré, permanece aberto todos os dias desde as 8 horas da manhã e até à meia-noite.

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É o chef João Augusto (com projetos como o Terraço Editorial e o Vila Bica no currículo) quem cria as iguarias veganas expressas na ementa e, portanto, quem atribui a totalidade do poder às plantas. Ao elaborar a carta, "queria comida que não fosse uma grande seca", disse à MAGG.

O ano que passou numa ilha de dois quilómetros da Indonésia, enquanto cozinhava para o Aloita Resort, fez com que trouxesse para o novo projeto influências como a predominância do picante, o conceito da partilha de pratos e as opções "mais dirty", pensadas para comer com a mão.

Sentimos isso mesmo ao provar os três tacos com jaca, abacate, pico de gallo, coentros, chipotle, sour cream e tajin (10€), bem como as pipocas de couve-flor, salsa roja, picle de pepino e sementes de sésamo (6€). O sumo do dia (4€), uma combinação inesquecível entre manga e laranja, ajudou-nos a arrefecer a boca.

Terminámos as entradas com uma tábua de queijos vegan artesanais da marca portuguesa Muka (que nos conquistaram por completo), com doce de mirtilo, pão caseiro e uvas (16€). Depois, sujámos os dedos com a sloppy joe, uma das duas sanduíches da carta, com bolo do caco, jaca, manteiga de alho confitado, salsa, "cheddar" e picles (10€). 

Para a opção mais convencional, de faca e garfo, optámos pelos cogumelos ostra com molho de trufa ("a batota da cozinha" para este chef) e alho assado, abóbora assada, manteiga de abóbora e sementes (12€). Como não conseguimos escolher a sobremesa, pedimos ambas: o cheesecake, com "queijo" de tarte basca, xarope de hibiscus, crumble de côco e morango (6€), e o raw brownie, com avelãs e xarope de tâmaras (4€).

Apesar de não sermos nem vegetarianos nem veganos, aceitámos o desafio de conhecer o Powerplant para sair da nossa zona de conforto. Saímos de lá surpreendidos com o quanto apreciámos estas alternativas, que, ao contrário do que temíamos, não nos trouxeram saudades das proteínas animais e derivados.

O menu, acessível em português e em inglês através de um código QR, resultou de uma parceria entre o Grupo Vila e o Selina. Contempla opções de pequeno-almoço (como granola, banana bread e açaí), entradas, sopas, saladas, sandes, pratos, sobremesas e bebidas (de cafeteria, cocktails, cerveja, vinho, espirituosas e sumos).

O molho abunda nas criações do chef João Augusto, que admite ser exigente e destaca os fritos de milho com molho de coentros e sambal (8€), a sandes de bolbo de aipo assado, molho de tartar, couve e tajin (10€) e as almôndegas de lentilha com puré de milho, óleo verde, picle e folhas (o "prato mais casa"), como imperdíveis.

Este chef de 36 anos, que foi vegetariano e vegan durante alguns anos, é também o responsável pelas tapas (não vegan) servidas no rooftop do hotel. O novo projeto procura "aproximar as pessoas através de boa comida e bebida, aproveitando o poder das plantas" e sempre valorizando "comida fresca, nutritiva e honesta, que nunca comprometa o sabor".

Este restaurante pet friendly apostou num "estilo mais cool e desportivo", como o descreve João Augusto, chef executivo do Grupo Vila. Recorreu às ilustrações, como graffiti e às madeiras para criar um ambiente acolhedor, com luz diminuta, néons e peças vintage, como gira-discos e globos terrestres por lá espalhados.

De momento, este espaço, curiosamente mais frequentado por portugueses do que por estrangeiros, tem atuações ao vivo de quinta-feira a domingo, com DJ sets a partir das 19 horas. Para o futuro, querem apostar no entretenimento, com sessões de comédia stand-up e freak shows.

Powerplant

Localização: R. Fernandes Tomás 64, 1200-180 Lisboa
Horário: todos os dias das 8h à 00h
Contactos: (+351) 938 375 186

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