Num artigo anterior, apresentámos cinco séries documentais para viajar pelo mundo. Neste caso, a lente dos videógrafos procurava mostrar os factos e as expressões de quem se entusiasma com cada descoberta. Agora, voltamo-nos para a ficção, cuja câmara foca os cenários — sejam eles as ruas excêntricas de Paris em "Emily in Paris" ou as ruas amargas da Síria, onde se passa a ação de "Kalifat".

Através de histórias envolventes, somos levados para outros lugares do mundo subtilmente mostrados aos poucos nos episódios. Há séries para todos os gostos, desde quem adora policiais a séries que puxam pela mente, como "Gambito de Dama".

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Quanto a esta última, ficará com vontade de visitar a Rússia, o ponto onde se dá o desfecho da história, bem como de começar a jogar xadrez — uma tendência que aumentou exponencialmente desde que a série saiu, em outubro do ano passado.

Segundo Dominic Cross, presidente da Federação Portuguesa de Xadrez, com a pandemia "muita gente se voltou para o xadrez online" e em outubro foi notório "um novo crescimento de pessoas que querem ter aulas online", disse à TSF. Dominic acrescentou ainda que este crescimento foi mais acentuado entre mulheres, sobretudo nas camadas mais jovens.

Dos EUA à Finlândia, aperte o sinto para uma viagem que o vai acompanhar durante todo o confinamento.

Gambito de Dama (EUA e Rússia)

"Gambito de Dama" (Netflix) créditos: © 2020 Netflix, Inc.

Quer viajar até à Rússia? Eis o bilhete do voo: "Gambito de Dama". A viagem começa nos Estados Unidos, onde Beth (a personagem interpretada por Anya Taylor-Joy), com apenas 22 anos, começa a dar cartas no xadrez e a derrotar os mais conceituados jogadores.

A rapariga orfã de mãe, mais tarde adotada, começou a subir cada vez mais na carreira e a projetar um novo objetivo: chegar ao campeonato na Rússia. E eis que chegámos à escala final desta viagem.

Ainda que maior parte dos cenários sejam salas de jogos de xadrez, há também muitos cenários do país frio, que se apresenta de branco já no final da história. Pelo meio da narrativa, Beth vicia-se em álcool e drogas, devido aos problemas na infância. Este é um dos fatores que mais agita a história, bem como a sua viagem, que pode ser longa caso não resista a ver todos os episódios de uma só vez.

"Gambito de Dama" tem sete episódios na plataforma de streaming Netflix.

Emily in Paris (Paris)

Emily in paris
créditos: imdb

A série que viralizou em 2020: "Emily in Paris". Foi um quentinho para quem tinha saudades de "Gossip Girl" e uma lufada de ar fresco para quem precisava de descansar de séries mais pesadas que surgiram em outubro do ano passado na Netflix, como "Ratched", que fala sobre saúde mental.

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Emily é uma jovem sonhadora que vai trabalhar para Paris e que se rende aos luxos da cidade romântica, onde tira fotografias por toda a parte: ora junto ao Panteão de Paris, ora no jardim do Palais Royal, ora na Pont des Arts ao lado do Louvre — no fundo, junto a uma série de pontos turísticos da cidade romântica de Paris. É ou não uma boa visita guiada para dias de confinamento?

A série está na Netflix e tem dez episódios com cerca de 30 minutos.

It's a Sin (Londres)

Em "It's a Sin", a viagem não é apenas no espaço, é também no tempo. A narrativa passa-se em 1981 e centra-se na SIDA, doença que à época era desconhecida, tão pouco corretamente diagnosticada, mascarando-se de patologias como cancro ou tuberculose, que atrasavam o tratamento.

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A série expõe a epidemia, que dominou a cidade de Londres no início dos anos 80 e tornou-se fatal para muitas pessoas, através da história de um grupo de amigos que se afasta das famílias conservadoras para viver como realmente são.

"It's a Sin" está disponível na HBO e tem cinco episódios.

Kalifat (Síria)

Kalifat
Kalifat /Caliphate Gizem Erdogan as Pervin Ahmed Bozan as Husam Director: Goran Kapetanovic Photo: Johan Paulin Produced by Filmlance International AB créditos: © Filmlance 2019 Photo: Johan Paulin

Contrariamente às séries anteriores, a história de "Kalifat" abre as portas para uma parte do mundo menos glamorosa. Passa-se em Raqqa, na Síria, que na altura das filmagens, antes de 2017, ainda pertencia ao autoproclamado Estado Islâmico (EI).

Esta é uma série inquietante, que o deixa em suspense até ao fim. Pode ser a série perfeita para alternar com "Emily in Paris", por ter aqui o melhor contraste entre a realidade desafogada e de sonhos num país europeu, França, e o radicalismo do EI representado na vida de Pervin, umas das principais personagens de "Kalifat".

Esta mulher vive em Raqqa e o marido, além de militante do EI, está envolvido na organização de um atentado terrorista na Suécia. Pervin tenta fugir do país com a ajuda da polícia sueca e em troca tem de dar informações sobre o atentado. Os riscos de ser apanhada e os desenvolvimentos até ao desfecho da história prometem um serão desafiante para os mais ansiosos.

A série está na Netflix e tem oito episódios.

Deadwind (Finlândia)

E porque não um bocadinho de frio? Seguimos rumo à Finlândia para dar a conhecer "Deadwind", uma série policial carregada de suspense, na qual a detetive Sofia Karppi (interpretada por Pihla Viitala), ainda a recuperar de uma perda traumática, investiga um crime inédito.

Trata-se de uma mulher com ligações a uma empresa de construção em Helsínquia, Finlândia, que foi encontrada morta, dentro de um saco de plástico e com flores ao peito junto ao local de trabalho. O simbolismo das flores pouco revela sobre o crime, bem como as pistas que parecem tornar o caso cada vez mais difícil de resolver.

Contudo, mesmo com o estado emocional alterado de Karppi as investigações lá continuam e vão até alterando o rumo da história — como quando uma nova autópsia ao corpo muda a linha temporal do homicídio.

"Deadwind" tem duas temporadas, a primeira com 12 episódios e a segunda com oito, com cerca de 45 episódios cada. Está disponível na Netflix.

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