Que o sono influência a disposição com que enfrentamos o dia já não é novidade. Surpreendente é que a forma como dormimos pode estar relacionada com uma maior produtividade. Um novo estudo, publicado a 27 de janeiro pela revista científica "Nature", sugere isso mesmo, e neste caso foca-se no olfato.

O poder dos cheiros pode estar diretamente relacionado com a atividade cerebral. Não é por acaso que quando sentimos algum cheiro desagradável podemos até experenciar náuseas, ou quando alguém tem um perfume de que gostamos (aqueles que até deixam rasto), somos dominados por boas sensações. O mesmo pode acontecer com aromas leves, como o de rosas, enquanto dormimos.

O que os investigadores alemães fizeram foi, com base numa amostra de 54 crianças saudáveis, entre os 11 e os 12 anos, tentar perceber se na presença de aromas durante os momentos de estudo e de sono, as crianças revelavam posteriormente uma maior facilidade de aprendizagem.

Os resultados? Os alunos conseguiram memorizar 30% melhor novas palavras em inglês, o método de análise usado para a investigação, depois de terem sentido o aromas leves enquanto estudavam e dormiam.

"O nosso estudo mostra que podemos facilitar a aprendizagem durante o sono. Quem diria que o nosso nariz poderia ajudar-nos nesse sentido", diz Jürgen Kornmeier, da Universidade de Freiburg, de acordo com o site Medicalx Press.

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Este não é o primeiro estudo deste género, uma vez que já desde 2007 que os cientistas tentam descobrir como impulsionar a aprendizagem enquanto dormimos através do olfacto. Contudo, as conclusões das investigações realizadas desde essa data não são fiáveis, dado que foram realizadas em laboratórios, num ambiente altamente controlado, e não em situações da vida real.

É por isso que o recente estudo vem inovar ao incidir sobre a vida real, focando-se na aprendizagem dos alunos em sala de aula ao longo de quatro semanas — período em que, ao mesmo tempo, foram sentindo aromas enquanto dormiam e estudavam. Ainda assim, também este estudo apresenta limitações pelo facto de ter uma amostra reduzida, e por ter sido realizado em casa, podendo levar a um maior desvio dos resultados reais. 

E é precisamente para contornar as dúvidas que ficaram por responder que os autores referem que ainda há mais passos a dar: "Consideramos o estado de alerta da memória durante a noite e a sua aplicabilidade na vida real altamente promissora para outras etapas básicas da pesquisa — talvez com um maior grau de controle experimental dos estudos em campo — e, para fácil aplicação, não apenas em contextos educacionais", concluem.

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