A atual edição do "Big Brother Famosos" teve início a 27 de fevereiro. No dia anterior, chegou ao fim a primeira versão de 2022, que começara a 2 de janeiro. Com duas temporadas seguidas, é inevitável estabelecer comparações. As opiniões dividem-se e as críticas — positivas ou negativas — não faltam.

Apostar em duas temporadas seguidas tem resultado? Qual delas teve o melhor leque de concorrentes? Os famosos que entraram para a casa no final de fevereiro têm estado à altura do desafio? Quais os melhores jogadores? E os piores? Foram estas e outras perguntas que andámos a fazer.

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A quem? Nada mais nada menos que aos comentadores não oficiais deste reality show, que utilizam as redes sociais e blogues para expressar as suas opiniões. Sem a moderação de Alice Alves ou Mafalda Castro e as considerações de Flávio Furtado, Cinha Jardim, Zé Lopes e companhia, para esta análise contribuíram quatro comentadores.

Falámos com Pedro Cardoso, membro do Espalha-Factos, órgão digital de informação especializado nas áreas da cultura e do entretenimento, e "fã de reality shows assumido". Pedro é um de três podcasters da rubrica "Especial Big Brother", onde comentam os principais desenvolvimentos do programa. Também André Vilar, colaborador d'A Televisão, contribuiu para esta análise.

Tem sido ele a organizar e conduzir as lives do Instagram deste órgão com ex-concorrentes de reality shows. "Gosto muito de reality shows. Sigo atentamente", esclareceu. Além destes dois, buscámos também as opiniões d'O Comentador, personalidade anónima, que, com quase 16 mil seguidores no Instagram, como o nome indica, se dedica, desde o primeiro confinamento, quando ficou desempregado, a escrutinar os temas ligados à televisão e às celebridades.

Por fim, obtivemos os pareceres de Dioguinho, outrora "Dioguinho, O Noivo Encornado", também uma personalidade anónima que, através deste título, comenta, desde 2011, num blogue, a atualidade do entretenimento e afins. A página de Facebook do projeto reúne hoje quase 600 mil seguidores. "Tenho muitas edições de reality shows. Já apanhei de tudo", assegurou-nos.

Marta Gil enquanto sucessora de Ana Garcia Martins

Foi a 26 de fevereiro que Cristina Ferreira anunciou que Ana Garcia Martins iria abandonar o cargo de comentadora residente das galas do "Big Brother Famosos". "Fiquei triste com a saída, mas percebi o motivo e acho que, de facto, a coisa já estava a tornar-se cansativa. Já se notava uma falta de vontade, até. Para quem assistia também, porque deixámos de vê-la tão divertida", acha O Comentador.

Com o lugar vago, foi Marta Gil, atriz e concorrente da edição que chegava ao fim, quem o ocupou. Desde 6 de março tem feito dupla com Flávio Furtado. André Vilar, d'A Televisão, acha "injusto", já que Marta vem "substituir uma pessoa que era muito forte". Para o colaborador do site sobre televisão, "já entra com uma desvantagem gigante. As pessoas são todas diferentes, mas nós estamos habituados a outro tipo de comentários".

No geral, os comentadores com quem falámos esperavam mais de Marta Gil enquanto comentadora. Não por eventualmente ter de estar à altura d'A Pipoca Mais Doce, mas devido à personalidade frontal e direta que mostrou enquanto concorrente do formato. "Dentro da casa, dava muito mais a opinião do que cá fora. Ela tem noção de que aquela posição é ingrata e que se pode virar contra ela no futuro. Criou uma boa imagem no BBF e tem medo de a manchar", pensa André.

O Comentador está de acordo. Esperava que Marta Gil "estivesse mais à vontade, como estava enquanto concorrente", com "a língua mais solta". não tão "contida". "Desiludiu-me um bocadinho. Enquanto comentadora, não me está a convencer muito". Pedro Cardoso, do Espalha-Factos, acha que Marta "até está a fazer um bom trabalho".

"Enquanto concorrente, muito assertiva, muito a tocar na ferida. E agora vemo-la a cuidar da sua carreira", apontou Dioguinho, que considera que os comentadores "são escolhidos a dedo". "São aqueles que não confrontam a TVI. A única que a fazia foi o que foi", disse, referindo-se a Pipoca. Para Dioguinho, "são comentadores que aceitam diretrizes e que têm agenda", pelo que, "a partir desse momento, não conseguem fazer um comentário isento. Não se vão meter a jeito".

A estratégia de Marie. "Sabe mais ela a dormir do que muitos acordados"

A influenciadora de 20 anos foi, desde cedo, uma favorita do público. Contudo, este cenário parece estar a mudar, já que as sondagens, inclusive a da MAGG, apontam para que seja expulsa no sábado (9). Para Dioguinho, "a grande jogadora que está ali é a Marie", embora considere que ela "já se perdeu no jogo e quem a salvou foi a produção".

Fala num "misto de colinho e de muita sabedoria". "Sabe mais ela a dormir do que muitos acordados", reforça o blogger. Para André Vilar, a influencer entrou "a fazer imagem de coitadinha, de inocente, pura", embora, para André, não o seja "quanto parece". "Ao longo das semanas, tem-se percebido que a Marie não é a burrinha que as pessoas pensam".

Dioguinho segue a mesma linha de raciocínio: "Cá fora já a toparam, mas lá dentro não". Para André, trata-se de uma "personagem" que "sabe o que é o jogo e o que tem a dar". "Tínhamos mais a ganhar se conhecêssemos esta Marie assumida desde o início", considera André, que outrora apontava Marie como vencedora, algo que já não se verifica.

Por sua vez, Pedro Cardoso, do Espalha-Factos, admite que sempre teve "um pé atrás" para com esta concorrente: "Sempre senti que, a qualquer momento, ela podia vir a ser um bocado mais falsa, mais injusta e fazer-se passar por burra". "Por vezes, aproveita-se dessa ingenuidade que as pessoas lhe atribuem para jogar", estratégia que considera "aceitável". "Mas, a partir do momento em que as pessoas começam a desconfiar e começa a ser revelado, cai o jogo todo".

Miguel Azevedo: um wannabe Jorge Guerreiro?

A entrada de Miguel Azevedo na casa ficou marcada pelas comparações a Jorge Guerreiro, que ficou em segundo lugar na anterior edição. Por serem ambos cantores de música popular, presença assídua no "Somos Portugal" e mostrarem ter traços de personalidade parecidos, como a boa disposição e a simpatia, estabeleceu-se o paralelo." Gostavam muito do Jorge e acharam que o Miguel seria um Jorge", apontou André Vilar.

Dioguinho acredita que Jorge Guerreiro "deve sentir-se ofendido" com esta comparação, já que Jorge "é genuíno" e Miguel não. "É fraco e é um 'yes man'". Também André Vilar acha que Miguel "está longe de ser Jorge Guerreiro", por não ter "muito para dar" e ser "muito apagado". "Quando dá ao jogo, dá de forma errada, e o resto do tempo passa pelos pingos da chuva".

O jornalista do Espalha-Factos está de acordo: "Quer ser tão amigo de todos que pensa que tem de ter uma guerra para ter um bocadinho mais de destaque. Quando são menos justos com ele, menos verdadeiros, ele esquece-se disso, passa à frente. Não compra essas guerras que devia comprar e vai escolher outras totalmente estapafúrdias". Em momentos de se manifestar e escolher lados, "ele falha muito e devia repensar seriamente o jogo dele".

Para O Comentador, nesta fase, "o Miguel está a ganhar um à vontade no jogo para assumir opiniões que vão além daquilo que é o concorrente divertido e brincalhão", mudança de atitude que, para este entrevistado, coincidiu com o aviso do Big Brother de que deveriam começar a jogar, ou iriam enfrentar consequências.

Esta nova estratégia do cantor tem tido repercussões negativas na perceção do público, que diz que "caiu a máscara", algo com o qual O Comentador não concorda. "É injusto, agora que ele está a tomar uma posição que vai além da brincadeira, que o considerem já um alvo a abater só porque vai contra o Bernardo, que é forte".

Pedro Cardoso considera Miguel um concorrente "demasiado alegre e demasiado amistoso para o 'Big Brother', que, através do carisma e do humor, consegue cativar mais o público do que outros concorrentes".

Nuno Graciano, o "come e dorme"

"A grande desilusão deste 'Big Brother'" para André Vilar. O colaborador d'A Televisão achava que seria este o "nome chamativo", "aquele que todos queriam ver" por estar "afastado da televisão há muito tempo" e graças também à candidatura à Câmara Municipal de Lisboa pelo partido de extrema-direita Chega. "Pareceu-me que seria um concorrente polémico, mas tem sido muito apagado. Aquilo a que se chama uma planta no jogo".

Também Pedro Cardoso, do Espalha-Factos, pensou que Graciano "ia dar barraca", mas "verificou-se que ele não faz nada". O Comentador reforça esta ideia, lembrando a imagem do ex-apresentador como uma "pessoa divertida, de conversa fácil, dada à brincadeira", que, no desafio, é "apático, sem reação" e se encontra "a fazer anti-jogo", "afastado, a dormir e a lamentar-se".

"A par do Daniel Kenedy, são efetivamente famosos, mas isso não chega para serem bons concorrentes. Entraram muito para justificar um 'Big Brother Famosos' de nome, mas, enquanto concorrentes, deixam muito a desejar", compara O Comentador. Para Dioguinho, Graciano "é o come e dorme". O blogger acha "muito estranho o tempo que ele passa a dormir".

O Comentador recorda as várias ameaças de desistência por parte de Nuno: "Já não há pachorra para esse choradinho. Quer desistir, desista. Não tem graça nenhuma". "Já desabafou que queria voltar à televisão. É um apresentador e um bom comunicador, mas está numa plataforma em direto, muitas horas por dia, e não o vejo a ter nenhum tipo de iniciativa ou a aproveitar a oportunidade".

Pedro Cardoso acha que "ou corre muito bem para o lado dele e ele consegue dar uma grande volta, ou vai correr muito mal, com uma rejeição enorme, totalmente cancelado". Admite que o empresário talvez tenha conseguido "melhorar a sua imagem por estar tão calado e apagado, porque não disse nada de mal. De certa forma, alguns queimaram-se um bocadinho mais". André Vilar pensa que "dentro da casa, as pessoas não gostam dele" e que continua a ser salvo da expulsão "apenas porque as pessoas se esquecem dele".

Bruna Gomes e Bernardo Sousa, alvos de um "pressing enormíssimo"

O único casal desta edição, oficializado no passado domingo (3), depois de um plano engendrado por Cristina Ferreira. O par mostrou uma cumplicidade numa fase inicial do jogo, embora Bruna sempre tivesse esclarecido que não iria desenvolver ou assumir uma relação dentro da casa — o que acabou por acontecer. Já Bernardo nunca mostrou importar-se e foi insistindo para que tal acontecesse.

Hoje namorados, têm um grande núcleo de apoiantes, sendo que nenhum dos nossos entrevistados para este artigo faz parte dele. O Comentador, André Vilar e Pedro Cardoso fizeram questão de sublinhar que não apreciam casais no jogo. André argumenta que os jogadores "se anulam muito", O Comentador considera que "tira a essência da individualidade" e que, se entram sozinhos, deveriam "manter-se assim durante o jogo".

Pedro acha que "é o jogo mais seguro" e, por isso, o "menos interessante". "Essa pessoa passa a ser o teu suporte, e acho errado haver suportes no 'BB'. Devia ser cada um a lutar pela vida lá dentro. Assim, tens sempre ali alguém que sabes que, muito possivelmente, nunca te vai nomear". Vê esta relação como algo "super aborrecido" e "muito forçado". Dioguinho considera a estratégia dos casais algo "cliché".

Também O Comentador apoia esta opinião, referindo a insistência por parte de Marie, Vanessa e "pela produção, desesperadamente à procura de um conteúdo que desse nas vistas". "É chato para quem vê e não gosta e para os colegas, porque eles passam para protagonistas e tudo o resto que acontece na casa é secundário". Dioguinho fala num "pressing enormíssimo" que é "ridículo" e "vergonhoso".

Nenhum destes comentadores vê um futuro nesta relação. "Sinto que a Bruna está de pé atrás e não sei até que ponto é que isto vai avançar muito mais. Ela não queria avançar assim tanto. De repente, sentiu uma espécie de arrependimento por ter avançado muito e, agora, não tem coragem de assumir, com toda a clareza, que não quer nada com ele", declara O Comentador.

Para Pedro Cardoso, Bruna "vai ter de fazer um papel muito grande", pois "não estava nem aí para o Bernardo". O jornalista coloca a hipótese de a brasileira querer algo mais na onda de "amigos coloridos", ao contrário de Bernardo, que "estava mais interessado, porque viu que, se calhar, não se safava de outra forma". Dioguinho está de acordo: "Se não fosse o casal, já tinha sido expulso há muito tempo, porque não é flor que se cheire".

"Entre a Bruna e o Bernardo não vai dar nada. Ela colocou muitos travões e só foi porque foi no pressing da Cristina", reforçou o blogger. André Vilar reconhece "uma simpatia" e "uma cumplicidade entre eles os dois, que só se transformou em algo mais porque foi feita pressão cá fora e lá dentro". "Não me parece que sejam muito estáveis emocionalmente. Acho que vai correr mal. Sobretudo para a Bruna, porque ela não está preparada para ter outra relação".

Pedro Cardoso acha que "a Bruna dava mais ao jogo sozinha do que em casal", mas Dioguinho acha que a influencer não tem "nada" de jogadora, tal como Bernardo, "um mimadão" que "não gosta de receber um não". André Vilar também considera que Bernardo "não tem muito para dar ao jogo", embora pense o oposto de Bruna, que, para si, "seria a justa vencedora deste BB", devido ao que "mostra ser enquanto pessoa e jogadora" e às "dinâmicas que tem criado".

Para O Comentador, o "protagonismo que o Bernardo tem foi muito dado pelos colegas, que insistiram nesta relação". Recorda a entrada do piloto que ralis, num altura em que "era das pessoas que estava mais tempo em silêncio. Muito recatado, muito tímido. Agora, ganhou uma força, e acredito que possa estar a aproveitar-se disso", crê, por estar "com o moral muito em cima" graças a ser muitas vezes salvo em primeiro lugar. "A relação com a Bruna é quase que o motor da casa", conclui.

Fernando Semedo "anda a fazer a sua carta de despedida sozinho e os portugueses só vão assinar"

O Comentador estabelece uma comparação entre a atitude de Bernardo Sousa e a de Fernando Semedo, falando em amuos. Bernardo faz as malas e fala em desistir quando "está a ser, de alguma forma, contrariado ou exposto a algumas questões". Ambos "partem logo para a birra". Ainda assim, Dioguinho reconhece potencial no chef: "nota-se perfeitamente que, bem picado, dá muito sumo".

André Vilar segue a mesma linha de raciocínio: "Parece-me um bom jogador. Poderia ir muito longe no jogo". No entanto, crê que "escolheu o lado errado nas discussões, acabou sempre por se virar contra pessoas que têm muitos fãs cá fora, e depois tem a questão de não assumir que, se for expulso, é apenas porque as pessoas não gostam dele". Esta afirmação tem por base as declarações de Fernando, que acredita que, se for votado para sair, tal dever-se-á a "racismo".

Face a esta perceção, Pedro Cardoso acredita que o jogo do cozinheiro "está muito mal" e que "o Fernando anda a fazer a sua carta de despedida sozinho e os portugueses só vão assinar". O Comentador refere que se trata de um concorrente "extremamente infantil" e com "a mania da perseguição". "Tem dificuldade em lidar com a crítica. É dos concorrentes de quem estou a gostar menos", clarificou, utilizando como argumento a discussão entre Fernando e Bruna.

Para este comentador não oficial do "Big Brother", a afirmação de Fernando Semedo sobre a existência de racismo no caso de expulsão é "lamentável" e "uma jogada muito feia". "É muito feio, porque está a tomar todo o público como racista e isso não pode acontecer. É injusto, e não houve nenhum comportamento de quem quer que seja que indiciasse racismo. Ele está a fazer uma espécie de chantagem", considera O Comentador.

Condena que o chef dê a entender "que não deve ser nomeado para não ser racismo" e que "caso seja nomeado, não pode ser expulso, porque o público poderá ser visto como racista". Tudo isto acontece, segundo o internauta, "porque, na cabeça dele, é pelo tom de pele e não pelas atitudes que tem na casa. É uma jogada muito perigosa que pode ir contra ele".

Quem merece ir à final?

"A Voz, mais nada", responde Dioguinho. Vê como algo "injusto" a possibilidade de Marie ser finalista, "porque não tem mérito". "Mas ao menos ainda jogou um bocadinho". Também não gostaria de ver Bernardo Sousa na final. Já Bruna "ainda teve umas dinâmicas". Reconhece que Marco Costa deverá ser finalista, embora não concorde: "Ele entrou muito nariz empinado". Para Dioguinho, Marco "é sempre o bronco do costume", que "quebrava com uma pinta" caso "apanhasse um concorrente que o apertasse".

É este o tópico onde os comentadores entrevistados mais divergem. Escolher os finalistas revelou-se complicado, já que as preferências e os desamores por concorrentes não são compatíveis. Pedro Cardoso também "não gostava de todo" de ver Marco Costa na final. "Mas isso já é de edições passadas. Nunca fui à bola com ele", admite. André Vilar também acha que o pasteleiro não mereceria "por aí além", já que "participou em muitos realities" e, por isso, "podia e devia dar muito mais e jogar melhor".

Ainda assim, "é dos poucos que dá conteúdo". O Comentador posiciona-se contra os restantes entrevistados, já que Marco é o seu jogador preferido: "Ele beneficia por já ter participado noutros reality shows. Entrega-se ao jogo, não diz que 'não' a nada e dá o litro". Para ele, a Marco juntar-se-iam, idealmente, Bruna Gomes, Marie e Miguel Azevedo. André Vilar acha que vão estar no pódio Bruna, Bernardo, Marco, Vanessa Silva e Miguel.

Este último "apenas por continuar associado ao cantor popular divertido e boa pessoa". O colaborador que conduz as lives d'A Televisão prevê que Marie "vai ser daquelas concorrentes que vai morrer na praia". Pedro Cardoso também "gostava que ela saísse naquela semana mesmo antes da final", graças à "ingenuidade disfarçada e um pouco de falsidade" da nortenha. "Uma concorrente com quem já não posso".

Em vez de Marie, Pedro colocaria Bernardo na final, já que "é das poucas pessoas que consegue movimentar o jogo". Também atribuiria um lugar na final à namorada do madeirense, uma pessoa "bastante carismática" com quem simpatiza "desde o início". Estes comentadores não se abstêm de referir o quanto Vanessa Silva tem ficado aquém das expetativas. Por esse motivo, não estão certos de que deveria chegar à final.

Pedro Cardoso "gostava de ver a Vanessa na final se ela se soltasse mais". O Comentador concorda que a cantora "está apagada" e André Vilar acha Vanessa uma "boa pessoa", que "podia dar muito mais dela". Dioguinho também reconhece este potencial na artista, que descreve como uma "brejeira bairrista". "Ela para discussão é do melhor. Tem todo o estilo disso", aponta, mesmo que esta caraterística, até ao momento, não se tenha verificado.

O podcaster do Espalha-Factos vê Vanessa como uma "grande desilusão". "Estava à espera de uma concorrente espalhafatosa e depois, veio-se a ver, e é das pessoas mais calmas, mais caladas. E eu não gosto disso num reality show". Pedro Cardoso acha que a cantora "tem medo do cancelamento", tal como os restantes colegas de casa. "Têm medo de dizer algo errado e, com isso, não se entregam ao jogo. A Vanessa é a pessoa onde se nota mais".

A melhor edição: "Big Brother Famosos 1" ou "Big Brother Famosos 2"?

A opinião de Pedro Cardoso, do Espalha-Factos, é unânime: "este 'Big Brother' está muito mais fraco do que o outro". Ainda para mais, quando "a edição passada foi muito forte, principalmente porque tinha um nome extremamente forte também", recordou O Comentador, sobre Bruno de Carvalho. "Todas as pessoas queriam ver como é que se comportava dentro de um reality show, mesmo as que não acompanhavam".

Por uma edição ter começado no dia seguinte ao término da anterior, "as expectativas estavam altas. Esperavam-se bons nomes, alguns mais sonantes. E, de repente, a montanha pariu um rato", considera O Comentador. "A Cristina abre a gala quase como que a desculpar-se e questiona: 'afinal, o que é isto de ser famoso?'", recorda o mesmo. "Afinal, o que é isto de ter um 'Big Brother Famosos' sem famosos, apenas com conhecidos?", conclui.

Desiludido com os concorrentes, explicita que "o casting foi fraco". Também o colaborador d'A Televisão acha que "o leque de concorrentes não é tão bom quanto o do primeiro". Pedro Cardoso, por sua vez, aponta que, nesta temporada, "existe muito o sentido de união e de amizade entre eles e, num BB, não é algo que o público queira ou esteja habituado a ver. Quer discussões, intrigas". Assim, "a edição passada foi melhor e os concorrentes tinham mais sangue na guelra".

André Vilar sentiu a necessidade de alertar para um aspeto: "Quando falamos que vem um BBF2 depois do 1, temos de nos lembrar também que vieram estas duas edições de um BB desde setembro. Isto é mau", considera. "O BBF1 foi muito pesado para quem assistia e para quem comenta estes programas. Surge este BB já com este fator de cansaço", tanto "da parte de quem vê como de quem produz o programa". "É, claramente, a pior edição".

Um dos argumentos que André utiliza para sustentar este parecer é o da atitude dos concorrentes. "Tirando a Bruna, a maior parte deles viu, de certeza, o outro BBF. Já sabem o que pode acontecer, onde é que podem ir ou não", considera. "Não se vê ninguém que entre com a personalidade do Leandro, a matar. Já sabem que limpar a imagem é complicado, porque o Bruno de Carvalho tentou e estragou um bocadinho as coisas", exemplifica.

"Eles sabem que nesta edição têm de ser diferentes, e por isso é que não há discussões e não os vemos a tomar partidos", acrescenta André Vilar, terminando: "O problema deste grupo é tentarem ser muito amigos uns dos outros. E são muito hipócritas". Pedro Cardoso acha que "praticamente estão todos de férias" e que "eles pensam que, ao não serem explosivos, estão a ganhar pontos. Mas estão a perdê-los".

Dioguinho crê que, embora haja bons elementos no casting, acabaram por não ser explorados pela produção, "porque querem um reality show friendly". Deste modo, "quem sobressai mais tem que ver com a personalidade". "O sucesso de um reality show, seja anónimos ou conhecidos, 60 a 70% está no casting. E é onde têm falhado", aponta. "Há ali uns que são menos conhecidos que eu", frisa, ainda.

De acordo com Dioguinho, "a gestão da quantidade de reality shows está mal feita. É exageradíssima e, mesmo assim, têm tido sucesso". Mesmo assim, vê potencial em temporadas seguidas, desde que consigam "combater o cansaço de muitas edições com um bom casting. Se falham nas duas partes, não há milagres". Para o blogger, o programa "tem audiências, porque não há um produto que lhe faça frente".

Defende que a produção "fica refém e dependente de determinados concorrentes" e é "chantageada", pelo que critica "a inércia e a falta de atitude" da estação de Queluz de Baixo. Acha que deveriam dar ouvidos ao que "o público quer" e ter "a humildade para melhorar". "E, depois, também a coerência. Quando está em falta, as pessoas apontam o dedo. Falta nas regras, na aplicação de castigos, e até na mesma edição. São falhas básicas". Também por isto, "é normal que muita gente perca a pica, a piada, a vontade e o estímulo de ver reality shows".

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