Joana Albuquerque venceu o "Big Brother - Duplo Impacto" em março de  2021 e, atualmente, trabalha como criadora de conteúdos digitais e como designer. No início da nova edição do reality show da TVI, começou a fazer vídeos para a rede social Youtube com as suas análises semanais.

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À MAGG, a cascalense confessa não ter previsão de data para o próximo vídeo, uma vez que se desinteressou pelo programa nas últimas duas semanas e apenas tem acompanhado através das redes sociais. Ainda assim, tem opiniões bastante vincadas sobre os concorrentes e as suas estratégias.

"O público português está muito habituado a ver aquele típico 'Secret Story', onde há imensas discussões. Está habituado a pessoas mais sinceras. Eu acho que está tudo com muito medo de ser julgado cá fora, por causa da cultura do cancelamento que também existe em Portugal", explica.

A vencedora da última edição acha que os portugueses são espectadores contraditórios, uma vez que não perdem uma oportunidade para criticar, mas gostam de concorrentes que armem barraco. "Querem ver pessoas diferentes, querem ver uma representação daquilo que é a sociedade portuguesa de hoje em dia, mas depois cancelam tudo. As pessoas querem pessoas com mais personalidade, querem ver pessoas que divirjam umas das outras, mas depois na realidade só apoiam um género de pessoa, que é aquela pessoa que está ali, não causa problemas e é perfeita, mas isso é impossível. E depois, ao mesmo tempo, também os querem expulsar. O Lourenço correspondia a todos os padrões que as pessoas, nas redes sociais, queriam e depois acabou por ser expulso porque, lá está, não causa estas discussões".

Ana Morina

Para a vencedora do "Duplo Impacto", sororidade é, de facto, uma causa nobre, mas não como Ana Morina a vê. "Eu acho que é bastante óbvio que está a usar aquilo como estratégia. Ela apoia a sororidade seletivamente e de uma forma egoísta. Ela utiliza aquilo a favor dela, incluiu aquilo na sua estratégia de jogo e está a enganar os coleguinhas".

Segundo Joana Albuquerque, a concorrente, tal como Ana Barbosa, sente necessidade de dominar o jogo e de se colocar numa posição de superioridade, face às restantes raparigas da casa da Malveira. "Foi uma técnica que ela arranjou para ver se as outras se sentiriam com medo o suficiente para não a nomear e de lhe tentarem obedecer. Acho que foi mais ou menos isto, agora se isto é consciente ou inconsciente, eu acho que não é consciente, porque eu não a considero assim tão 'cabrita' ", explica, em declarações à MAGG.

Para clarificar a análise, recorda duas nomeações da executiva da Murtosa: a Aurora, porque não limpou a farinha na cozinha, depois de cozinhar pão, atitude que considera "um bocadinho extremista" e a Ana Barbosa, por não ser frontal. "Na cabeça dela, as outras ficariam com medo de não ser suficientemente frontais com ela, de uma maneira a subordiná-las".

Sobre o facto de, durante uma gala, em direto, ter alegado que a "capitã Barbosa" chamou um nome a Débora — situação que, supostamente, se teria passado durante a semana — Joana não duvida que foi estratégia de jogo e compara com as crianças, quando fazem queixinhas. “Foi para instaurar o medo na cabecinha das outras meninas. Foi do género: ‘olha que eu vou ouvir o que vais andar a dizer pela casa e depois vou dizer à frente de toda a gente’".

De acordo com o currículo que tem circulado na internet, Ana Morina tem formação e trabalhou como atriz. A vencedora da última edição do formato encontra semelhanças com um concorrente do "Big Brother - A Revolução". "O André Filipe também tinha essas questões todas. O André Filipe não aguentou o papel. Agora, se ela aguenta o papel durante três semanas, duvido. Eu acho que isto não é um papel, acho que são mesmo as convicções dela, só que aquilo transcende".

Maria da Conceição, a primeira subordinada

Em relação a Conceição, Joana Albuquerque prevê que, ainda que não se aperceba, seja negativamente influenciada por Ana Morina. "É uma pena, porque a São é fofa, até", brinca, explicando que a experiência de vida da concorrente a pode condicionar.

"Eu acredito piamente que a São olhe para a Ana Morina e a veja como uma referência de conhecimento (...) Acredito que a São não tenha tido uma educação tão abrangente. Acho que a São é uma pessoa mais simples e, se calhar, olha para a Ana Morina como uma pessoa mais complexa e uma oportunidade de aprender. Isso é o que uma pessoa inteligente faria", explica à MAGG.

A vencedora do "Duplo Impacto" explica que, no jogo, existem dois cenários: "ser sempre nomeados, que é o que lhe [a Ana Morina] está a acontecer, ir sempre à chapa, ser salvos e arranjar maneira de o público gostar de nós cá fora; ou podemos tentar que os outros não nos nomeiem. E podemos fazer isto com duas formas, com o amor ou com o ódio".

Joana Albuquerque considera, ainda, que Ana Morina está a tentar fazer com que alguns colegas não a nomeiem, através da técnica do "medo", que utilizou com Conceição. Ainda assim, está bem dentro da casa. "Está a ganhar o ódio dos outros concorrentes e o pessoal cá fora também não quer ver uma casa parada. Se não fosse ela, se calhar não havia metade das confusões que há cá fora e o pessoal gosta é de ver entretenimento, não gosta de ver o 'Jardim da Celeste'. Para isso, ligamos o 'Panda Biggs' e estamos lá a tarde toda", sublinha.

Joana Schreyer e Ricardo: "Não ponho as minhas fichas todas nisso"

Enquanto ex-concorrente, Joana Albuquerque assegura que ninguém sabe realmente o que se passa na casa do "Big Brother", sobretudo depois do fecho da emissão no "TVI Reality". Esclarece, ainda, que "todos somos seres sociais", pelo que é normal que pessoas mais carentes se aproximem, rapidamente, de alguém.

"As pessoas querem que as coisas aconteçam de uma forma natural, mas, depois, assim que acontecem de forma natural, cancelam e dizem que são forçados".  Em Joana Schreyer e Ricardo Pereira, não aposta todas as suas fichas. "Eu acho que eles nem atração têm, eu acho que é coincidência do destino. Olharam um para o outro e pensaram ‘tu serves’. (...) Acho que se eles gostassem mesmo um do outro e que houvesse uma atração eles já se tinham envolvido, não aguentavam tanto tempo. Meço isto pela minha relação com o Bruno [Savate]. Nós, às duas semanas, acho que já tínhamos dado um beijo".

Na semana passada, o "casal" aproximou-se significativamente e surgiram rumores de um beijo. "Havia aquela possibilidade de a Joana sair e eles podem gostar um do outro sem serem namorados. E podem-se ter aproximado por aí. Esta semana ela não está nomeada, então, agora, voltaram-se a afastar porque não há o perigo de ela sair. (...) O Ricardo começou a ver as pessoas de quem ele gostava e com quem gostava de passar tempo a ir embora e se calhar aproximou-se mais um bocadinho da Joana para ver se ela não se ia embora".

Em relação a Rita e Fábio considera que são dois jogadores inteligentes, portanto, na sua opinião, se se aproximarem, será só daqui a umas semanas, quando sentirem falta de um bom abraço. Por outro lado, acha que Débora quer fazer casal desde o início "ou, então, na realidade, gosta muito de músculos", referindo-se à proximidade com Rui Pinheiro. Em tom de brincadeira, refere que apoia esse casal e gostava que acontecesse. "Ele foge, mas não lhe vai resistir".

Análise dos nomeados e prognósticos para a final

Ana Barbosa foi a primeira nomeada a ser salva pelo público. Joana Albuquerque acredita que a "capitã Barbosa" possa explodir para o lado negativo ou até mesmo desistir, o que, "é uma pena porque ela fala muito e pelo menos preenche o programa".

"Se lhe fizerem o mesmo que a mim no 'Duplo Impacto' ela [Ana Barbosa] vai explodir. Ela é uma pessoa um bocadinho instável emocionalmente, nunca acaba um raciocínio, nunca consegue chegar ao final", refere a jovem de Cascais à MAGG, relembrando o que sentiu durante a segunda participação no reality show. "As galas eram todas à minha volta e do Bruno [Savate] e havia um bocadinho de saturação psicológica. Eu todas as galas ia chorar para o confessionário, antes e depois".

Ana Morina, Conceição, Débora Neves, João Ligeiro e Rafael Teixeira são os concorrentes em risco de expulsão no próximo domingo, 10 de outubro. "É capaz de sair o Joãozinho. Não quer dizer que seja o mais odiado, mas é o que dá menos nas vistas".

"O Rafael, apesar de não ser muito gostado cá fora, dá uma ideia diferente, dá diversidade à coisa e, por mais que as pessoas achem que a sociedade portuguesa é perfeita e que toda a gente pensa da mesma maneira, há pessoas machistas, portanto ele é capaz de ter uns 'machistazinhos' a apoiá-lo. Não acredito que saia". Joana Albuquerque recorda que também fez alguns comentários por brincadeira, que foram mal interpretadores pelos telespectadores, no entanto, no caso do concorrente, parece-lhe que "puxa um bocadinho a boca para a verdade".

Num cenário hipotético, se o "Big Brother" terminasse "amanhã", Fábio, Rita, António, Débora, Joana e a Ana Barbosa seriam os finalistas.

Sete meses depois, o que está a fazer Joana Albuquerque?

A resposta é clara: "Estou a trabalhar na minha coleção, que vai sair um bocadinho antes da época festiva. Já está toda desenhada, está agora na fase de passar do papel para a realidade". A par com o trabalho nas plataformas digitais, depois de vencer o "Duplo Impacto", Joana lançou uma marca, "Albuquerque Designs". Para os próximos tempos, podemos contar com mais artigos e parcerias com marcas portuguesas.

Além de vencedora da última edição, a jovem ficou associada à relação com Bruno Savate, a polémica "Savana". Apesar de o ex-casal ter tentado uma reconciliação pós-"Big Brother", não resultou. Joana está solteira e é assertiva a respeito do tema: "Acho que as pessoas têm uma imagem um bocadinho sexualizada minha. Não é à toa que eu nunca tinha assumido nenhum rapaz e nunca tinha namorado na vida. Agora acham que eu vou sair de um reality show com uma relação completamente falhada, com repercussões gravíssimas cá fora, que vou agora já, de imediato, assumir um namorado".

Joana Albuquerque confessa sentir falta de alguma privacidade e animato e fala sobre os primeiros dias fora da casa, na altura, na Ericeira: "Era horrível, havia dias em que eu nem sequer podia ir ao telefone. É extremamente incomodativo quando estamos a tentar viver. A nossa vida e toda a gente está a comentar. Não digo que isso não aconteça agora, mas é num volume nada a ver".

Recorde-se que Rui Pedro, ex-concorrente do "BB - A Revolução" avançou com um processo em tribunal contra Joana, na sequência de alegadas mentiras da mesma, durante uma gala do programa, nomeadamente referências a ameaças. Segundo a jovem, a situação continua por esclarecer e está em desenvolvimento com as autoridades competentes.

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