Um novo estudo divulgado esta quinta-feira, 19 de novembro, revela que ginásios e transportes públicos contribuíram para um maior risco de exposição ao vírus, ao passo que frequentar espaços comerciais e de restauração não revelaram uma incidência tão grande nos casos de indivíduos com COVID-19 analisados, avança o jornal "Público".

O estudo foi apresentado numa reunião do Infarmed e teve como base pessoas não infetadas e outras 782 pessoas infetadas com o novo coronavírus na região de Lisboa e Vale do Tejo. Os questionários foram recolhidos entre 2 de outubro e 6 de novembro.

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Para analisar os riscos de exposição à COVID-19, os investigadores tentaram perceber “a exposição nos últimos 14 dias no caso dos controles [pessoas que não desenvolvem a infecção] e os 14 dias que precederam o diagnóstico". "Quando estávamos a interrogar os casos de pessoas com a infecção, perguntámos as vezes em que estiveram em ginásios, em centros comerciais, estruturas de restauração”, e ainda sobre a utilização de transportes públicos e regime de trabalho em curso, explicou o epidemiologista Henrique de Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, responsável pelo estudo, de acordo com o "Público".

Revelados os resultados, foi possível constatar que entre os inquiridos infetados quase metade (47,6%) indicou que frequenta o ensino superior e uma grande maioria disse que ia ao ginásio pelo menos uma vez por semana (96,5%).

“A utilização de pelo menos uma vez nos últimos 14 dias de transporte coletivo era mais alta nas pessoas que se apresentaram como casos de infeção e o teletrabalho era muito mais alto entre os controlos que não tinham infeção”, destacou o epidemiologista.

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Também entre as pessoas que não ficaram infetadas com COVID-19 estão aquelas que estiveram mais expostas a centros comerciais e restauração, ao contrário dos ginásios — cuja exposição é transversal no que diz respeito aos parâmetros analisados no estudo: sexo, idade, nacionalidade e grau de instrução ou escolaridade.

Mas há ainda dois grupos de risco destacados na investigação: pessoas que trabalham em assistência a idosos e os profissionais de saúde. "São as duas profissões que permanecem claramente em maior risco e, portanto, exigem maior atenção", alerta o especialista.

Nas últimas 24 horas, Portugal teve um aumento de 6.994 casos de infeção e mais 69 mortes, de acordo com o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) apresentado esta quinta-feira, 19 de novembro.

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