A pele é o maior órgão do corpo humano e a ela estão associadas várias doenças inflamatórias que, por vezes, se podem tornar mais acentuadas com o stress ou ansiedade — como é o caso da dermatite seborreica. Apesar de ser um problema de pele muito frequente, há quem não saiba ainda do que se trata e associe a patologia a uma pequena irritação. Contudo, esta é uma doença crónica que costuma ocorrer em áreas onde a pele é mais oleosa.

A dermatologista Helena Toda Brito começa por explicar à MAGG que o diagnóstico desta patologia é essencialmente clínico e feito pela observação de "lesões típicas, como áreas da pele mais rosada ou inflamada". Nestes casos, a pele pode ainda apresentar algumas crostas ou escamas, podendo as lesões ser assintomáticas ou provocar comichão ou ardor. O facto de existirem doenças que se podem assemelhar à dermatite seborreica — cujo tratamento é bastante diferente como, por exemplo, o caso da psoríase, eczema ou reação alérgica — faz com que o primeiro passo, e mais importante, seja o diagnóstico da patologia pelo médico dermatologista.

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Segundo Helena Toda Brito, a dermatite seborreica é uma doença que pode ocorrer em todas as idades, mas há dois grupos etários mais suscetíveis para o seu aparecimento. "A forma infantil da doença surge tipicamente em recém-nascidos até aos 3 meses de idade e tende a desaparecer totalmente entre os 6 meses e 1 ano de idade, mesmo sem tratamento. A do adulto manifesta-se sobretudo entre os 30 e 60 anos de idade e tende a ser crónica."

Apesar de ser uma doença "cronico-recidivante", sem cura, pode ser controlada com tratamento adequado. Após a fase aguda, é necessário fazer um tratamento de manutenção "para reduzir a frequência e intensidade das recidivas", que podem ser desencadeadas por fatores como o stress ou o clima frio e seco, explica a especialista.

"Os tratamentos prescritos variam consoante a localização das lesões, sendo habitualmente suficiente a medicação tópica — de aplicação local na pele, sob a forma de champôs/produtos de limpeza, cremes, emulsões ou loções — contendo ingredientes ativos como ácido salicílico, piritionato de zinco e sulfeto de selénio", explica Helena Toda Brito salientando que, nos casos mais graves, pode haver necessidade de tratamento oral prescrito pelo médico dermatologista.

Nos adultos, a patologia afeta maioritariamente o couro cabeludo

Também a distribuição das lesões da dermatite seborreica difere consoante a idade do paciente. "A dermatite seborreica infantil afeta tipicamente o couro cabeludo do bebé, onde é conhecida por crosta láctea, e manifesta-se por escamas amarelas com aspeto oleoso. Outras localizações frequentes na forma infantil são a face, geralmente nas pálpebras, em torno do nariz ou orelhas e na área da fralda", explica Helena Toda Brito referindo que, em alguns casos, a dermatite seborreica pode ainda ser "mais disseminada e cobrir a maior parte da superfície corporal do bebé".

No caso dos adultos, a patologia afeta, geralmente, o couro cabeludo, — sendo nessa localização coloquialmente conhecida por "caspa" — mas pode ainda afetar a face, sobretudo a zona central, como sobrancelhas, pálpebras e orelhas. Menos frequentemente, pode ainda surgir "na zona central do tórax e pregas, como as axilas e genitais".

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Sendo as recidivas desencadeadas muitas vezes pelo stress ou ansiedade, a dermatologista aconselha a que se tente reduzir estes fatores e refere que é essencial manter sempre os tratamentos de pele adequados.  "Em situações de stress há maior tendência a desenvolver hábitos compulsivos de coçar ou 'arrancar' as escamas e crostas, o que poderá agravar a inflamação e originar complicações — como infeções bacterianas — devendo ser evitado. Para além de medidas de redução do stress, é importante que o doente mantenha os seus tratamentos dermatológicos habituais, de modo a evitar ou atenuar as recidivas", remata a dermatologista.

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