23.º dia de guerra. A esta altura, já milhares de manifestantes russos saíram à rua, sob ameaça de detenção, com o objetivo de marcar uma posição contra o homem que assume as rédeas do seu país. Muitos levantam cartazes em branco (que podem resultar em até 15 anos de prisão), outros imploram pelo fim da guerra. No entanto, entre jornalistas, idosos e até crianças, muitos acabam atrás das grades.

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Putin não representa todos os russos, mas todos os russos sofrem com as ações de Putin. E as redes sociais têm vindo a ser palco de testemunhos de quem vive as repercussões da guerra em território russo. Não há sirenes, bombardeamentos e tiroteios, mas desde o arranque desta semana que os caos domina os supermercados locais.

Esta segunda-feira, 14 de março, Liubov Tsybulska, assessora do ministério dos negócios estrangeiros da Ucrânia, partilhou uma publicação na sua conta oficial de Twitter, que já conta com mais de 300 mil visualizações. Trata-se, segundo a legenda, de um supermercado em Moscovo, onde vários civis russos lutam por comida. Mais precisamente, por açúcar.

"Pessoas em Moscovo a lutar por... AÇÚCAR, AÇÚCAR. Bem, caros cidadãos russos, isto é apenas [o] começo", lê-se.

Segundo a "NewsWeek", o mesmo vídeo (com cerca de 13 segundos) é apenas um dos registos deste tipo de incidentes, que têm vindo a acontecer desde o arranque da guerra. Terá sido também divulgado no Telegram, ao lado de imagens de prateleiras vazias, partilhadas pelo utilizador 'pdmnews', que garante ter falado com a pessoa que gravou o vídeo, Anna, uma cidadã russa.

"Havia prateleiras vazias. Não havia sal, nem açúcar, nem massa, nem trigo e o arroz estava muito caro", terá dito.  "Queria que as pessoas se vissem 'de fora'. É verdadeiramente assustador".

Ainda assim, esta terça-feira, 16, o governo russo terá garantido que a Rússia não está perante qualquer indício de escassez de comida, alertando para os perigos das compras que não se destinam a consumo, mas a armazenamento.

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Nos supermercados russos, há prateleiras vazias. No jato privado de Putin, é o luxo que salta à vista

Há quem lhe chame "Kremlin voador", já que será também a partir deste jato privado que o presidente russo comanda as investidas contra à Ucrânia. Falamos de um jato, produzido pela Voronezh Aircraft Production Association, capaz de atingir velocidades até 901 quilómetros por hora, equipado não só com um sistema de comunicação avançado como com bar, quartos, ginásio e uma casa de banho de luxo.

Ao que se sabe, e as seguintes fotos, publicadas pelo "The Sun" comprovam, há ainda vários detalhes banhados a ouro, como a sanita ou a mesa de conferências. O valor total do jato ronda 390 milhões de libras (cerca de 460 milhões de euros), de acordo com a mesma publicação.

Veja as fotos.

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