Fábio Martins

Não sei se feliz é o termo certo, mas sinto que a pandemia nos tornou mais disponíveis para falar de saúde mental. Talvez, claro, pelo facto de ser urgente falar dela, numa altura em que não se sabe, ao certo, os efeitos que a COVID-19 e as sucessivas restrições tiveram em nós. Mais do que qualquer outro ano, 2021 foi o momento em que decidi falar da minha saúde mental e em que consegui reconhecer os momentos de autosabotagem para os tentar travar a tempo. Foi, também, o ano em que percebi que nem sempre é possível controlar tudo, que é normal falhar sem ter de passar dias (ou semanas) a remoer no que poderia ter feito para evitar aquela ó-tão-grande derrota pessoal que foi dar um passo em falso. Percebi que, inevitavelmente, falharei mais vezes. Pedi desculpa várias vezes e agradeci outras tantas. Percebi que não estou sozinho e que há ajuda.

Saúde Mental."Foi difícil pedir ajuda porque eu não sabia que podia ser ajudada"
Saúde Mental."Foi difícil pedir ajuda porque eu não sabia que podia ser ajudada"
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Porque a minha vida também passa por ver séries, vi muitas este ano. E numa altura em que aquilo que vai saindo é, quase sempre, mais do mesmo, quase que assumo como vitória pessoal o facto de estar vivo para ter tido oportunidade de ver "Succession" e "The White Lotus", as duas melhores séries do ano e as mais bem escritas dos últimos tempos.

Inês de Sena

2021 foi, para mim, um ano de mudança, auto descoberta, certezas e desafios. Concluí a dissertação de Mestrado e, apesar de ainda me faltar a defesa, disse adeus a Coimbra, que foi casa durante cinco anos, e comprovei que tem mesmo mais encanto na hora da despedida.

Fui recebida de braços abertos pela capital e vivi oportunidades incríveis, aos níveis pessoal e profissional. Investi na minha formação, assegurei a cobertura do "Big Brother" na MAGG e fiz várias entrevistas, projetos que me trouxeram inúmeras aprendizagens. Aproximei-me do meu sonho de profissão, a televisão, ao participar por breves momentos no "Dois às 10", da TVI, integrada num painel de jovens comentadores sobre a temática "Filhos únicos VS. irmãos".

Num tempo em que a COVID-19 continuou tão presente na vida de todos, sinto-me lisonjeada por ter sido vacinada, grata por eu e os meus termos saúde — física e mental — e feliz por ver uma janela de esperança que, aos poucos, se vai abrindo. 

Este ano, percebi que posso ter vários recomeços na procura pelo meu final feliz e que vale a pena continuar a acreditar na bondade das pessoas. Despeço-me de 2021 com o coração cheio e a certeza de que os amigos, a família e o meu cãozinho, Baloo, são o melhor que levo da vida. 

Mariana Carriço

2021 marcou um ano completo do meu trabalho na MAGG — e vou-vos contar que o trabalho também me fez feliz. Desde que aqui cheguei, foi-me dada a oportunidade de conhecer histórias incríveis, dar voz a assuntos que merecem a devida importância e, acima de tudo, de aprender com esses mesmos assuntos.

Sem saber bem como, fui-me focando em falar sobre temas ligados à saúde — uma área que sempre mereceu muita importância, mas para a qual a nossa atenção se pareceu ter direcionado com mais intensidade em tempos de pandemia. Fez-me feliz os dias em que senti que contribui para informar as pessoas sobre temas como os mitos e as regras associadas à doação de medula óssea, ou sobre a importância do rastreio do cancro da mama. 

Falar sobre estes temas levou-me, consequentemente, a conhecer pessoas incríveis como a Sandra, mãe do Miguel — um guerreiro de sete anos que em dezembro de 2020 foi diagnosticado com um cancro raro em crianças — ou a Beatriz, que, após ser diagnosticada com cancro da mama, decidiu criar a Lady dos Lenços (um projeto que pretende devolver a autoestima às pessoas com cancro e mostrar que também há moda para os doentes oncológicos).

Este projeto dá lenços elegantes às mulheres com cancro."Quero continuar bonita, mesmo doente"
Este projeto dá lenços elegantes às mulheres com cancro."Quero continuar bonita, mesmo doente"
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Depois da publicação do artigo da Beatriz, a própria enviou-me uma mensagem na qual deu conta de que, pouco tempo depois, já tinha recebido 12 pedidos de lenços — muitos com mensagens que contavam histórias e realçavam a importância deste tipo de iniciativas. Este foi um dia que me fez feliz, assim como me fez feliz o dia em que soube que a Sandra e o Miguel puderam deixar as redondezas do IPO de Lisboa para ir passar o Natal a casa, em família. Há dias em que as conquistas dos outros também nos fazem felizes.

Mariana Coelho

2021 foi um ano de conquistas e mudanças. Foi o ano em que me licenciei em Jornalismo e também o ano em que comecei a estagiar na área. O meu percurso pela MAGG começou em novembro, portanto já no final de 2021, mas foi das coisas que mais me fizeram feliz. Poder pôr em prática aquilo que aprendi em três anos e aprender ainda mais tem sido gratificante. Ao longo deste ano, fiz reportagens e artigos de que me orgulho e entrevistei pessoas incríveis.

Ainda sobre conquistas, deixei o cargo de Diretora-Geral da revista da minha faculdade com a sensação de dever cumprido e com o coração cheio. Apesar de todas as dificuldades inerentes à pandemia, consegui tirar a carta de condução, processo que iniciei em 2020. E, para terminar o ano em grande, ganhei um concurso que me permitirá conhecer um dos meus artistas favoritos.

Mais um ano se passou e nem eu, nem os meus pais, nem os meus avós apanhámos COVID-19, além de que fomos todos vacinados, o que também me deixa contente pelo que significa. As restrições diminuíram e consegui experienciar um regresso à "vida normal", principalmente durante o verão. Desde as saídas à noite às idas ao cinema, ensinou-me sem dúvida a valorizar o que tomava como garantido.

Pude assistir às vitórias dos que me são próximos, como os meus pais, e estive rodeada de pessoas que amo, principalmente no meu aniversário. Voltei a sítios muito especiais para mim e conheci muitos outros. Fiz algumas viagens, como para o Porto, Sevilha e Madrid, e andei em parques de diversões, algo que adoro e que não fazia há anos.

Deixou-me muito feliz finalmente comprar uns óculos novos, ao fim de dez anos com o meu primeiro par, pois gosto muito mais de me ver com estes e já não escondo que necessito deles nem tento usá-los o menos possível. Também troquei, pela primeira vez na vida, a mobília do meu quarto — algo propiciado pela mudança de casa que também está a acontecer este ano, o que é novo para mim.

Comprei bilhetes para concertos planeados para o ano que vem e comi muito sushi, o que contribui em peso para a minha felicidade. Passei imenso tempo com o meu cão, o Juba, e pude vê-lo celebrar mais um ano de vida. Por fim, e porque não poderia deixar de referir, aqueci o coração com séries como "Vikings", "Bridgerton", "Lupin", "Ginny & Georgia", "Firefly Lane", "The Bold Type", o reboot de "Gossip Girl" e a reunião de "Friends".

Raquel Costa

Deve dar azar escrever isto, porque pode sempre ser pior. Mas 2021 foi, a nível pessoal, um annus horribilis. Na verdade, a minha máxima em 2021 foi mesmo essa: pode sempre ser pior. Começa da mesma forma que acaba, com problemas de saúde no seio familiar e a ter de me dividir entre o trabalho e o papel de cuidadora. A COVID-19 apanhou-nos a todos, ainda em fevereiro. Tive sorte, no meio do azar, como se costuma dizer, de ficar com sequelas pouco relevantes. E ficou a convicção feroz de que é a ciência que nos salva.

E isso conduz-me ao que me deixa realmente feliz em 2021: o triunfo, pelo menos em Portugal, da Razão. A taxa de vacinação no nosso País é, além de uma conquista, uma prova da nossa maturidade enquanto coletivo, enquanto cidadãos responsáveis, que privilegiam a liberdade mas que sabem que a individual só existe quando a coletiva está assegurada.

Ao longo deste ano desafiante e complexo, que nos deixou em estado de total exaustão, houve experiências, enquanto jornalista da MAGG, que me trouxeram momentos de distração, de alegria e de prazer: destaco a minha primeira experiência de fine dining, no Le Monument, no Porto; a minha primeira viagem a São Miguel, que me permitiu conhecer esta ilha açoriana verdadeiramente mágica, além de ter ido aos bastidores do fabrico da bolacha Mulata e de ter ficado instalada no maravilhoso Azoris Royal Garden. Voltei a fazer canyoning e voltei a vibrar com a Eurovisão, que voltou depois de um ano de hiato, devido à pandemia.

E, ao longo destes 12 meses que, agora na recta final, me causam a sensação semelhante a peça de roupa a rebolar dentro do tambor da máquina de lavar (ou hamster a correr desenfreadamente na rodinha, dentro da sua gaiola), os podcasts e séries que me salvaram da insanidade:

Podcasts

Séries e programas de TV

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